16 abr 2026 | Notícias

Na última terça-feira (14), o Hotel Grand Marquise foi palco de um evento da EXAME voltado para empresas: o Road Show Negócios em Expansão (NEEX). O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, participou do momento durante o painel “A força da economia cearense”, mediado por Léo Branco, editor de Negócios e Carreira da Exame.
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Durante sua fala, o presidente da FIEC frisou o crescimento consistente da base produtiva e a capacidade de diversificação industrial cearense ao longo das últimas décadas. Além disso, Ricardo também destacou que o avanço do estado reflete no comércio exterior.
“Se a gente puxar os últimos 35 anos, o estado do Ceará cresceu 38% em população. Nossa indústria não é uma indústria em que temos um setor muito forte e os outros não. Temos uma indústria tradicional, têxtil e de alimentos, além de exportações como castanha de caju, cera de carnaúba e pescado […] Em 1990, tínhamos 147 produtos sendo exportados. Hoje, são mais de 1.700. Ou seja, aprendemos a exportar e a buscar nossos negócios”, detalhou Ricardo Cavalcante.
Cavalcante destacou o papel da infraestrutura logística e digital, especialmente a posição estratégica de Fortaleza no cenário global de conectividade. Outro fator são os avanços estruturais, como o Porto do Pecém, aeroportos e a Ferrovia Transnordestina. Sob a perspectiva internacional, o presidente da FIEC destacou que a energia se tornou o principal eixo estratégico das economias globais.
“A Ásia consome 50% da eletricidade do planeta. A China, sozinha, consome 28%, enquanto os Estados Unidos ficam com cerca de 15,9%. Hoje, a base de produção mundial está concentrada na China, e isso pressiona mudanças estratégicas […] A estratégia do mundo hoje é energia. E o Ceará está inserido nisso, com iniciativas como o hidrogênio verde e a geração de outras energias renováveis”, afirmou o presidente da FIEC.
Outro ponto central da fala foi a atração de data centers, impulsionada pela combinação entre conectividade e energia renovável. Nesse aspecto, o Ceará já colhe resultados com a construção de um data center em Caucaia. O projeto, instalado na Zona de Processamento de Exportação (ZPE), deve impulsionar uma cadeia de investimentos paralelos, incluindo a geração de energia dedicada.