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Rotary lança campanha de combate à violência doméstica na quarentena

Por Jacqueline Nóbrega
Rotary lança campanha de combate à violência doméstica na quarentena
Maria Vital da Rocha está à frente do Distrito 4490 do Rotary, que promove a campanha "Quarentena sim, violência não" Foto: Marília Camelo

O Distrito 4490 do Rotary, que engloba os estados do Ceará, Maranhão e Piauí, em parceria com a Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ) no Ceará lançou a Campanha “Quarentena sim, violência não” nas redes sociais para combater a violência doméstica, que pode aumentar devido à quarentena. “Queremos disseminar uma rede de proteção às mulheres que sofrem violência doméstica, enfatizando e buscando a participação dos órgãos onde elas podem buscar ajuda e as medidas protetivas”, pontua Maria Vital da Rocha, governadora do Distrito.

Outra ação que fará parte da campanha, ainda de acordo com a governadora, são as lives no Instagram com mulheres empoderadas para tratar sobre o assunto. A programação das videoconferências será divulgada em breve no perfil oficial do Distrito 4490.

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Em março, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou para o risco contra mulheres e meninas, principalmente na América Latina e no Caribe, devido ao isolamento social necessário para conter o avanço da Covid-19 no mundo.

De acordo com a organização, devido ao maior tempo dentro de casa, a tensão aumenta e “as sobreviventes da violência podem enfrentar obstáculos adicionais para fugir de situações violentas ou acessar ordens de proteção que salvam vidas e/ou serviços essenciais devido a fatores como restrições ao movimento em quarentena”.

“O impacto econômico da pandemia pode criar barreiras adicionais para deixar um parceiro violento, além de mais risco à exploração sexual com fins comerciais”, diz ainda o documento divulgado pela ONU.

Ações

Entre os nomes cotados para participar das lives organizadas pelo Rotary estão Cristiane Leitão, presidente da Comissão da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); Rosa Mendonça, titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Fortaleza; Jeovânia Holanda, delegada de Polícia; Ângela Gondim, vice-procuradora geral de Justiça; Mariana Lobo, defensora pública, e a própria Maria da Penha, que é um grande exemplo da luta e dá nome à lei brasileira que protege as mulheres desse tipo de violência.

“Todas são nomes que, sem dúvida, podem levar uma palavra de apoio e de segurança para as mulheres vítimas de violência doméstica”, reforça Maria.

Rede Pública

Além dos canais já existentes com o objetivo de ajudar mulheres em situação de violência, o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza disponibilizou dois novos números de telefone para atender às vítimas de violência durante o período de quarentena. Veja abaixo a lista completa:

Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza
Telefones apenas para vítimas: (85) 98 822.8570 / 9 8597.7670

Central de Atendimento Judicial:
WhatsApp (casos de urgência): (85) 98869.1236

Defensoria Pública
De segunda a sexta-feira, de 9h às 17h
Telefones: (85) 98971.8060 / 98579.9179

Ministério Público
De segunda a sexta-feira, de 9h às 17h
Telefone: (85) 98563.3302 / 99919.6723

Delegacia de Defesa da Mulher
Atendimento 24h
Telefones: (85) 3108.2948 / 3108.2950 / 3108.2951

Casa da Mulher Brasileira
De segunda a sexta-feira, de 8h às 17h
Telefones: (85) 3108.2931 / 3108.2992

Assessoria de Polícia Comunitária
Telefone: (85) 98902.3372

Centro de Referência da Mulher
Telefone: (85) 99648.4720

Aplicativo Direitos Humanos BR
Disponível na Play Store e na Apple Store, permite o envio de fotos e vídeos que contribuam para a denúncia

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