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Entrevista – ‘A Esther que Canta’: conheça a cantora e compositora Esther Praxedes 

8 jul 2025 | Entretenimento

Por Julia Valentim

Com exclusividade à Plataforma MT, artista cearense falou sobre carreira,
composições e referências musicais
Desde criança, a cantora e compositora cearense Esther Praxedes sabia que seria artista (Foto: Divulgação/Jeovane Brito)

“A música é minha base. É nela que eu me seguro, sempre”. A vocação de Esther Praxedes vem de berço. Neta de artistas e filha de um entusiasta da música, a cearense – também conhecida como A Esther que Canta – cresceu em um meio artístico fértil, sendo estimulada desde cedo a desenvolver suas habilidades musicais. Em entrevista à Plataforma MT, a cantora contou sobre suas grandes referências, o significado de suas composições e os próximos passos de sua carreira.

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Plataforma MT (PMT): Conta pra gente um pouco da sua relação com a música. Quando isso começou?

Esther Praxedes (EP): Aos 6 anos, eu sabia que queria ser cantora. Meu pai toca violão e adora cantar, minhas duas avós eram artistas, e meu irmão fez parte de uma banda de samba. Olhando hoje, percebo como tudo isso me influenciou, mesmo que por muito tempo eu não tivesse noção dessas referências. A música sempre foi um refúgio, então a minha relação é de gratidão. Não sei o que seria de mim sem poder cantar a plenos pulmões quando estou com raiva, ou sem aquele momento de choro sincero ouvindo uma música que me toca fundo e me permite desabafar. A música é minha base. É nela que eu me seguro, sempre. É quase como uma religião pra mim. 

PMT: Quais são as suas maiores referências na música?

EP: Como sou muito conectada à música internacional, minha maior referência vem de fora, a Ariana Grande. Sou completamente fascinada pela voz dela e pela forma como ela usa a voz. Sempre tentei imitar os agudos e melismas, e com o tempo – e com as aulas de canto – fui aperfeiçoando essas técnicas. Mas, liricamente e melodicamente, minhas maiores referências nacionais são a Marina Sena e a Rita Lee. Me inspiro muito na forma como elas escrevem, na liberdade estética e musical que cada uma carrega.

Ariana Grande, Rita Lee e Marina Sena são as grandes referências de Esther (Foto: Divulgação/Jeovane Brito)

PMT: O que você mais gosta de fazer: cantar ou compor?

EP: Com certeza, cantar! Depois de mais de 10 anos de aulas de canto e alguns cursos, hoje tenho domínio da minha voz. Sinto que consigo explorar muitas possibilidades com ela e, por isso, me preocupo menos ao subir no palco ou gravar – eu sei que estou preparada pra isso. Compor ainda é um processo novo pra mim, e estou nesse caminho de construção, aprendendo, experimentando e evoluindo… mas ainda não estou no mesmo lugar de segurança que tenho com o canto. Estou trabalhando pra chegar lá também! 

PMT: Seus dois lançamentos do ano, “culpe-me se for capaz” e “é isso mesmo?”, tem estilos diferentes. O que ambas as músicas dizem sobre a Esther pessoa e a Esther cantora? 

EP: Para Esther, como pessoa, esse trabalho representou o encerramento de um ciclo.
Foi o fim de uma história que parecia não ter desfecho, mas que, enfim, terminou de uma forma bonita. As músicas nasceram com uma outra sonoridade e identidade justamente para traduzir com mais verdade os sentimentos que vivi nesse processo. O curioso é que, enquanto esse fim foi algo pessoal pra mim, foi também o começo de um novo capítulo para Esther que Canta. As duas músicas têm muito de mim, principalmente na carga emocional, mas o sarcasmo e o toque cínico da segunda faixa com certeza vieram desse meu lado mais ousado, mais artista.

PMT: Você também passeia por um repertório internacional nos seus shows. Como você monta a setlist? Tem alguma música que sempre inclui nas suas apresentações?

EP: Eu costumo montar as setlists dos shows de acordo com o público e o ambiente de cada apresentação. Em eventos particulares, gosto de alinhar bem o repertório com a proposta do evento. Já em casas de show, onde a ideia é manter a galera animada, monto um setlist mais pra cima, do início ao fim. Mas, independente do lugar, tem duas músicas que quase sempre coloco no repertório: Rolling in the Deep, da Adele, e I Will Survive, da Gloria Gaynor. Amo cantar essas músicas! Além de mostrarem bem minha extensão vocal, elas têm uma força que me faz sentir viva no palco. São diferentes entre si, mas me permitem descarregar tudo, então viraram presença garantida nos meus shows. 

PMT: Vem algum EP ou álbum por aí? Alguma novidade da Esther que Canta a caminho?

EP: Um EP com mais duas músicas inéditas, além das duas que já estão disponíveis no Spotify, chega nesse segundo semestre de 2025. E já adianto: esse próximo capítulo não deixa muito espaço pra tristeza. Se for pra chorar, é na primeira música – depois é levantar a cabeça e curtir o resto, porque o clima vai ser de superação, leveza e muita energia boa!   

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