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Diego Gregório – 7 artistas brasileiros que conheci e amei na ART.PE

21 out 2026 | Lifestyle

Por Redação

Diego Gregório dedica-se ao jornalismo cultural, com foco em artes visuais e literatura,
e desenvolve estratégias de comunicação e relacionamento com a imprensa
Diego Gregório (Foto: Divulgação)

Por Diego Gregório

Visitando a ART.PE, no Recife, conheci trabalhos que me fizeram parar, olhar de perto, desejar e querer saber mais sobre quem os criou. Dessas descobertas emocionantes, selecionei seis artistas brasileiros para apresentar aqui.

LEIA MAIS >> Diego Gregório – Uma conversa com os autores Caetano Romão e Fellipe Fernand

Em sua quinta edição, a maior feira de arte do Nordeste reuniu 75 expositores, sob a direção executiva de Diogo Viana e artística de Beth da Matta. A feira reafirma a importância do Nordeste no mercado nacional de arte e aproxima artistas, galerias e colecionadores.

Caio Cruz (Espírito Santo – ES) 

O artista desenvolve uma produção que nos faz viajar no tempo. É como se voltássemos ao seu passado, hora em sonho, hora em pesadelo. Suas pinturas encontram neste universo, experiências cotidianas que constroem narrativas únicas e ao observá-las, fazemos nós também, parte delas. 

Clara Moreira (Recife – PE) 

Clara constrói uma pesquisa artística que aproxima desenho e poesia. Sua produção explora as possibilidades expressivas da linha e do gesto. Em seus trabalhos, o desenho ultrapassa a representação convencional para se tornar uma linguagem de investigação. Destaque para o autorretrato “Aprender a ver”.

Caio Borges (São Paulo – SP) 

In memoriam A obra de Caio Borges é atravessada por questões relacionadas à liberdade, à memória e à identidade queer. Por meio da pintura e do desenho, o artista construiu um universo visual de onde é impossível sair ileso. Sua produção é pop, para todos e é aí onde mora a verdadeira beleza. Uma explosão de cores que muitas vezes cobre o escuro da vida.

Sarah Nazareth (Recife – PE) 

Nascida no Recife, Sarah Nazareth vive e trabalha em Lisboa, onde desenvolve pesquisa artística centrada na pintura e nas relações entre o céu, a paisagem, a luz e a memória da luz do Recife. Sua obra investiga a passagem do tempo por meio de camadas de tinta, repinturas e apagamentos. 

Letícia Façanha (Fortaleza – CE) 

Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Fortaleza, a artista trabalha com telas, papéis e vidro, explorando a luz, as sombras e os limites entre o visível e o invisível. Suas pinturas apresentam paisagens envoltas em atmosferas de sonho e mistério, nas quais elementos familiares parecem surgir ou desaparecer entre as lembranças.

Murilo Leal (Paraná – PR) 

Murilo Leal transforma objetos e crenças do cotidiano em esculturas de cerâmica que provocam nosso olhar sobre hábitos e superstições populares. Entre suas criações estão a espada-de-São-Jorge que chamou atenção dos colecionadores e significa proteção. Sua pesquisa parte do conceito de “gesto fóssil”, no qual a cerâmica preserva formas, comportamentos e memórias coletivas. É como se o artista realizasse uma arqueologia do presente, e, no futuro, quem sabe, seja aqui onde buscaremos respostas. 

Jeff Alan (Recife – PE) 

Nascido e criado no bairro do Barro, na periferia do Recife, Jeff Alan nos presenteou na Art PE com a possibilidade de vermos uma obra se tornar um ícone. O quadro “Sonhos Vivos” é de arrepiar, uma pintura marcada por cores vibrantes e pelo protagonismo de pessoas negras. Seus retratos partem de personagens reais do cotidiano, especialmente moradores de sua comunidade, que ganham uma dimensão de força, beleza e dignidade. A obra já está fora do catálogo de vendas do artista. Nasceu clássico!

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