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Chanel N°5 completa 100 anos; conheça a história do perfume icônico

22 maio 2021 | Beleza

Por Redação

Em 2020, a atriz francesa Marion Cotillard foi estrela de uma campanha da Chanel N°5 (Foto: Divulgação)

Sem dúvidas, o perfume Chanel Nº5 é a fragrância mais conhecida na história da moda. Se você nunca sentiu ou usou a fragrância, já deve ter escutado alguma menção a ela, como a icônica resposta de Marilyn Monroe em uma entrevista. “O que você usa para dormir?”, perguntou o repórter, “algumas gotas de Chanel Nº5”, confidenciou a atriz, em 1960. Lançada em maio de 1921, a criação aromática completa 100 anos de história este ano.

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Em 1921, a estilista francesa Gabrielle Chanel decidiu empreender uma nova revolução para além do guarda-roupa feminino, com o lançamento da fragrância, contida em um frasco geométrico com rótulo simples em preto e branco. A estilista quis distinguir-se da tradição naturalista e floral do século XIX e conceber uma fragrância com o “cheiro de mulher”, como um vestido de alta costura. Para isso, ela contou com a ajuda do perfumista Ernest Beaux.

A influência da atriz Marilyn Monroe também ajudou na divulgação da fragrância (Foto: Divulgação)

A dupla fugiu do tradicional floral e embarcou em uma jornada pelos cheiros produzidos artificialmente. Coco Chanel – como Gabrielle ficou mundialmente conhecida – queria um perfume feito sob medida, assim como os vestidos idealizados por ela. Já Beaux trouxe a memória afetiva dos rios e lagos ao sol da meia-noite. Isso porque o perfumista havia participado do exército russo e, durante a experiência, pôde observar o fenômeno natural do sol polar.

Ernest Beaux foi um químico e perfumista russo (Foto: Reprodução/Vogue)

Assim nasceu o Chanel Nº5, uma fragrância que não reproduz nenhum perfume existente na natureza. O aroma atípico está relacionado à presença significativa de moléculas sintéticas, os aldeídos, que aportam frescura às notas florais e conferem-lhe um caráter abstrato.

Identidade visual

A simplicidade do frasco, pouco modificado ao longo das décadas, rompeu com as apresentações ostentosas da época. A semelhança com recipientes de laboratório até provocaram estranhamento, porém, gradualmente esse aspecto foi o que fez a diferença. As linhas puras tornaram-se sinônimo de inovação e a embalagem de vidro polido entrou, em 1959, para o acervo do Museu de Arte Moderna, em Nova York, além de ser imortalizada em uma das obras de Andy Warhol e até ser tema de exposições em Paris.

A simplicidade do frasco do N°5 é associada à elegância (Foto: Divulgação)

“Você tem que se concentrar 100% no perfume, não na apresentação”,

dizia Chanel.

As campanhas publicitárias que envolviam o perfume também foram essenciais para construir a identidade, além de despertar o desejo nas consumidoras. Devido à grande capacidade de renovação da marca, o segmento de perfumaria se tornou um dos mais rentáveis da grife.

Anúncio da marca, em 1937 (Foto: Divulgação)

Para um anúncio para a imprensa americana em 1937, Chanel decidiu encarnar ela mesma o Nº 5: “Gabrielle Chanel é acima de tudo uma artista da vida. Seus vestidos, seus perfumes são criados com um instinto dramático perfeito. O Nº 5 é como a música suave que realça uma cena de amor. Liberta a imaginação e deixa um rastro indelével na memória dos atores”, apresentava a marca.

Gisele Bündchen estrelou uma campanha publicitária do perfume, em 2015 (Foto: Divulgação)

Nas décadas seguintes, filmes e atrizes ajudaram a perpetuar a aura lendária do Nº5, que até hoje continua sendo um dos perfumes mais vendidos do mundo. Uma imagem de Marilyn Monroe perfumando o decote foi usada, em 2013, para um anúncio da fragrância, que também teve como embaixadoras Catherine Deneuve, Nicole Kidman e Gisele Bündchen.

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