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Congelamento de óvulos: tudo o que você precisa saber sobre a técnica

4 abr 2021 | lifestyle

Por Jacqueline Nóbrega

A técnica de congelamento de óvulos já existe há um tempo, mas a curiosidade acerca do tema teve um boom em fevereiro deste ano, após a influenciadora digital Gabriela Pugliesi revelar – pouco depois da separação de Erasmo Viana – , que estava há um ano tentando engravidar. Com o fim do relacionamento, ela deu uma dica às mulheres que sonham com a maternidade: congelar os óvulos ainda jovens. Mas antes de partir para uma clínica, é necessário tomar nota de alguns aspectos do procedimento.

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“Se eu soubesse como funciona isso tudo, eu teria congelado meus óvulos com 20 e poucos anos. Então, você que é nova, que um dia quer ser mãe, pensa sobre isso, por que de repente diminui a chance de ter um processo doloroso”, disse Pugliesi em vídeo publicado no IGTV, em fevereiro.

Segundo especialistas da área, a idade máxima ideal para que as mulheres congelem os óvulos é 35 anos, e isso tem uma explicação científica. “Ao longo dos anos cai a quantidade de óvulos e a qualidade deles também. Após 35 anos, continuamos fazendo o congelamento, mas pode não ter tão boa resposta”, alerta a ginecologista-obstetra especialista em Reprodução Humana, Ticiana Lima, da Clínica Evangelista Torquato.

“É difícil priorizar a maternidade quando ainda não se sonha com ela. Infelizmente, quando percebemos a importância do congelamento já pode ser tarde”, acrescenta Ticiana.

O pico da fertilidade feminina, na verdade, acontece entre os 20 e os 25 anos, depois, ela “já começa a perder a qualidade do óvulo”, complementa o ginecologista Fábio Eugênio, pós-graduado em Reprodução Assistida e diretor de uma clínica de medicina reprodutiva em Fortaleza. “Quanto mais nova a mulher, mais fértil ela é”, diz ele, defendendo o congelamento de óvulos como uma garantia de que a mulher não sofra com dificuldades de engravidar no futuro.

Segundo Fábio Eugênio, o fenômeno das mulheres que engravidam é normal nos tempos atuais, mas ele alerta para o que chama de “paradoxo da mulher moderna”. Uma mulher de 40 anos se mantem jovem se cuidando do ponto de vista físico e alimentar. Então, uma mulher de 40 anos do século atual, corresponde a uma mulher de vinte anos do século passado. Em termos de jovialidade, ela se sente bem, empoderada e muitas pacientes de 40 anos chegam e me dizem ‘Doutor, eu me sinto plena para ser mãe nesse momento’. Só que biologicamente a gente não consegue segurar o ovário. Então, tem esse paradoxo da mulher se manter jovem durante muito tempo se cuidando, mas o ovário vai envelhecendo da mesma maneira, os óvulos vão perdendo qualidade”, pontua.

Etapas do processo

O procedimento para o congelamento é relativamente simples. Podem existir complicações, ainda que raras, como em qualquer cirurgia, e os óvulos ficam guardados em Fortaleza, pronto para serem fertilizados.

“Primeiro, a paciente passa por exames de sangue e imagem para verificar como está de saúde. Depois de toda a investigação prévia, ela vai começar o protocolo de indução de ovulação com medicações orais e subcutâneas. Tudo gira em torno de 15 dias desde o início do estímulo até a captação de óvulos. O procedimento de punção acontece em centro cirúrgico, com a paciente sedada. É um procedimento minimamente invasivo totalmente guiado por ultrassonografia”, explicou Ticiana Lima. 

Uma vez que o óvulo foi congelado, é como se ele “ficasse parado no tempo“, segundo define Fábio Eugênio. “E se ele for descongelado pra ser utilizado um mês depois, um ano depois, ou dez anos depois, a qualidade vai ser a mesma”. 

Quando a mulher decide engravidar, o procedimento utilizado é fertilização in vitro. O óvulo é descongelado e fertilizado com o espermatozoide do companheiro, ou então, se a mulher for solteira, ela pode pegar uma amostra de um banco de sêmen brasileiro.

Segundo o ginecologista, o custo médio do procedimento fica em torno de R$ 10 mil a 15 mil. “Depende do protocolo, das medicações utilizadas. Depois do primeiro ano, a cada ano que ficam congelados os óvulos, a paciente paga uma taxa anual em torno de R$ 800 para mantê-los”.

Alternativa extra

A Dra. Ticiana Lima aconselha o congelamento se houver doença que vá afetar a reserva, como endometriose por exemplo. “Também recomendo para pacientes que não sabem quando querem ter filhos e mulheres que descobrem câncer e irão passar por tratamento de quimioterapia”. 

“Existe o receio financeiro, mas o congelamento de óvulos requer estrutura e medicação para tal, assim existe um custo, mas que se torna mínimo quando comparamos ao seu benefício”, finaliza a especialista. 

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