Márcia Travessoni – Eventos, Lifestyle, Moda, Viagens e mais

Entre em contato conosco!

Anuncie no site

Comercial:

comercial@marciatravessoni.com.br
Telefone: +55 (85) 3242 0333

Redação:

conteudo@marciatravessoni.com.br
conteudo1@marciatravessoni.com.br

José Guedes diz que a pandemia extraiu dele maior conscientização por meio da arte

3 jul 2021 | Lifestyle

Por Cintia Martins

Em entrevista ao Site MT, José Guedes reflete sobre o atual momento político e sanitário do País, e como isso reflete sobre a arte. (Foto: Marília Campelo)

A arte mudou com a pandemia e a pandemia mudou a forma de consumir arte, bem como o processo criativo dos artistas. A situação política do País, o ambiente doméstico, o cotidiano e a casa viraram, por exemplo, inspiração para o artista cearense José Guedes, que durante a fase mais rígida do isolamento social se debruçou em séries especiais retratando o atual momento.

LEIA MAIS >> Mumutante: artista cearense usa memórias da Sabiaguaba para fazer música preta

Artesanato cearense ganha loja no aeroporto de Fortaleza

“A luta por dias melhores me tocou muito, aguçou minha imaginação e criatividade. Encarei a luta de frente sem nenhum tipo de medo de me expôr, sabia que o que fazia era algo luminoso, positivo, sobretudo pelo viés político para que o mundo se transforme em algo melhor, aliviando assim o peso do tempo, que provoca tanta reflexão em nós. Passei, nesse período todo, por uma fase de conscientização através da arte e da poesia”, conta
ele.

“Tenho obras inspiradas em ovos quebrados, ovos fritos, em montagens que fiz em casa queimando papéis e fazendo experimentações, sobretudo naqueles períodos de lockdown. Usei, inclusive, palitos de fósforo para fazer trabalhos, coisas próximas que ganham uma dimensão artística e transcendem a dimensão do confinamento”, atesta. José Guedes defende, ainda, que a pandemia amplificou em nós a consciência coletiva, o que demanda projetos de alcance social. “Percebo um maior sentimento solidário, muita gente não tem o que comer, está sofrendo na pele tudo isso, por isso a importância da consciência social e cada um utilizar a arma que tem a sua disposição. A minha é a arte”, argumenta.

Na pandemia, o artista passou a usar casa e o cotidiano no isolamento como inspiração. (Foto: Marília Campelo)

De acordo com José, a pandemia é refletida nas inquietações dos artistas, assim como na obra final e nas formas de consumir arte, uma vez que as grandes exposições e mostras migraram para o ambiente virtual. “Desde o primeiro dia da pandemia, produzi várias séries e participei de várias exposições em ambientes digitais. Inclusive, inaugurei a Casa D’Alva Virtual na minha galeria”, detalhou.

Com inúmeras mostras coletivas e diversas exposições individuais no currículo, o artista inspira por estar em diferentes locais do mundo com intervenções urbanas. Além de Fortaleza, ele expõe em Edimburgo, Glasgow e Paris, e tem obras no Museum of Latin American Art de Long Beach, nos Estados Unidos; na galeria Daros Latinamerica, em Zurique; na Neuhoff Gallery, em Nova York; no International Mobil Madi Museum, em Budapeste, e no Institut Valencià d’Art Modern, na Espanha.

Alcance social

Durante a pandemia, ele iniciou a produção de outra instalação inédita: “Réquiem”, uma homenagem aos mais de 500 mil brasileiros mortos pela Covid-19. “A obra são algumas cruzes feitas com papéis amassados, pois sempre venho utilizando materiais palpáveis do meu cotidiano e dou a isso uma escala maior, universal”, revela.

José Guedes iniciou a produção de outra instalação inédita: “Réquiem”, uma homenagem aos mais de 500 mil brasileiros mortos pela Covid-19. (Foto: Arquivo pessoal)

O artista também está trabalhando na instalação “Almofada Coração”, que será uma intervenção urbana na cidade. “São várias imagens em formato de coração, a ideia é que se coloque em vários locais onde tem uma concentração muito grande de pessoas que não têm onde dormir, em alusão aos ‘likes’ do Instagram e Facebook”, adianta.

Publicidade

VEJA TAMBÉM

Publicidade

PUBLICIDADE