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Mães relatam os aprendizados com gravidez durante a pandemia

Por Redação
Mães relatam os aprendizados com gravidez durante a pandemia
À espera do segundo filho, Rafaela Scieza, o marido e a filha se isolaram na praia e tiveram de alterar vários planos para a chegada do bebê na pandemia. (Foto: Reprodução/ Nicolas Gondim)

Gestar um bebê é, além de uma experiência de amor e entrega, uma vivência de observação e paciência. Ao longo dos nove meses em que o neném fica na barriga, muitas mães precisam lidar com a ansiedade em ver o rosto do tão aguardado filho ou filha. E no meio de uma pandemia, em que o isolamento trancou muitas pessoas em casa o tempo saiu cada vez mais do nosso controle, essa espera pelo novo ficou ainda mais intensa para quem aguardava o nascimento de um bebê, a exemplo do que aconteceu com a administradora Rafaela Scienza e com a empresária Ana Carolina Pinto.

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À espera de Bento, o segundo filho com Dado Montenegro, Rafa Scienza se reconhece como uma “pessoa do aqui e agora” e admite que teve um aprendizado a partir da gravidez. “Nada saiu como imaginava, todos os nossos planos tiveram que ser refeitos e acho que uma das lições que tirei disso tudo é que é importante fazermos planos para que as coisas possam acontecer, porém mais importante ainda é sermos flexíveis para que possamos nos adaptar às diversidades da vida que possam surgir, foi um amadurecimento”, afirma ela.

No caso de Rafa – que se isolou na praia com o marido, e a filha de dois anos e o labrador da família -, além de alterar os planos para rituais comuns de uma gestação, como a compra do enxoval e o chá de fraldas, ela teve de mudar de casa e improvisar um quarto para o bebê que está a caminho em uma casa nova. “Entramos em obra em nosso apartamento três dias antes de ser declarada a quarentena, portanto ainda aguardamos a obra ser concluída com ansiedade, improvisamos um quarto em um apartamento alugado assim que retornamos da praia”, diz ela, que não sabe se vai ser possível ir para o próprio apartamento antes do bebê nascer, este mês.

O próprio ensaio fotográfico de gestante, diz Rafa, foi feito para eternizar o momento e também para que muitos parentes e amigos dela tivessem a oportunidade de vê-la com o barrigão. “Foi preciso um cuidado ainda maior do que eu teria em uma gravidez em um período normal pois tivemos que realmente nos isolar e abrir mão de encontrar pessoas próximas para que pudéssemos nos preservar o máximo possível nesse período”.

Todas essas mudanças de planos, contudo, não foram maiores que todo o amor envolvido na espera por Bento.

“Procuro pensar sempre que o mais importante é estarmos todos com saúde e que ele venha também com muita saúde, foi uma gravidez diferente para todas as mães que aguardam seus bebês nesse período mas com certeza o amor será o mesmo”, estabelece.

Chá de fraldas do pequeno Bento foi surpresa e em versão pocket, para evitar aglomeração. (Foto: Reprodução/ Instagram)

No ápice da pandemia

No caso da empresária Carolina Pinto, o isolamento e as incertezas da pandemia não impactaram tanto o período de gestação, mas na chegada do pequeno Gael, em abril. “A pandemia chegou e a hora do parto também”, conta ela, lembrando que o filho nasceu “no ápice em que o medo se instalava”.

Primeiro filho de Carolina, Gael nasceu em abril deste ano, quando o medo da pandemia se instalava no País. (Foto: Reprodução/ Instagram)

A forma que ela encontrou de ressignificar esse contexto de medo foi lançar mão do bom humor e otimismo. “Nós nos isolamos e encaramos de uma forma diferente, o que seria uma festa com muitos familiares e amigos tornou-se um momento bem ímpar para nós três: eu, o Igor (marido de Carolina) e Gael, com muito bom humor e buscando sempre ter uma visão cheia de otimismo perante a situação”.

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Empresária do ramo da moda, Carol teve de lidar também com o medo sobre o futuro do negócio, uma vez que muitas empresas encerraram as atividades devido à queda no faturamento na crise, além de não poder estar próxima da família. “Mas a partir do momento que o Gael nasceu, tudo ficou muito pequeno. Esse tempo que eu estou tendo em casa acabou sendo uma dádiva, talvez na correria do dia a dia eu não conseguiria“, reconhece.

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