As férias são aquele período em que os pais costumam dar mais liberdade às crianças quanto o tópico é alimentação. Uma pizza, uma barra de chocolate ou um hambúrguer podem virar parte da rotina nas férias e quando chega a hora de voltar às aulas, é preciso evitar os excessos e reeducar os hábitos alimentares da criançada. Afinal de contas, a obesidade é um problema sério no Brasil, que aparece em 5º lugar no ranking de países com mais pessoas obesas, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Quando levamos em conta a população infantil, a doença chega a atingir 1/5 dos pequeninos.

Conforme indica a nutricionista Amanda Carmo, para garantir a saúde dos pequenos após as férias, é necessário que haja uma mobilização de toda a família. “As refeições devem ser feitas à mesa, com todos os membros da família, sempre que possível, com os membros consumindo os mesmos alimentos. O ideal é oferecer os alimentos que as crianças mais gostam, mesclados aos outros alimentos que elas não gostam tanto, mas são mais saudáveis e nutritivos“, recomenda. Como exemplo, ela sugere acrescentar aos pratos arroz com brócolis, uma cenoura pequena ralada ou uma receita de molho de tomate natural, que as crianças adoram e é mais nutritivo que o ketchup.

Amanda Carmo é pós-graduanda em Nutrição, Metabolismo e Fisiologia no Esporte e Nutrição Clínica Funcional. Foto: Divulgação

Segundo Amanda, a mudança de alimentação não deve ser brusca, e sim gradual. “Se a criança gosta de iogurte de morango, milkshake de morango, [os pais devem] fazer preparações que se assemelhem, com ingredientes mais saudáveis ou com a própria fruta pra que a criança consiga fazer uma associação em relação ao sabor, à cor e à textura”, diz. Assim, aos poucos, a criança vai se acostumando ao alimento mais saudável e pode nem mais fazer tanta questão de comer aqueles mais maléficos.

Mãe de Raphael Filho, Isabella e Samuel Bezerra, a empresária Alyne do Vale nos conta que só adquiriu o gosto por comer frutas e verduras quando adulta e, por isso, sempre se preocupou com a alimentação dos filhos. Para ela o exemplo da família é fundamental no dia a dia das crianças. “Meu maior cuidado sempre foi de oferecer variedade, sempre foi de comer na frente deles. Então se hoje os meus filhos gostam de fruta, é porque a gente come fruta juntos, é porque eu chamo fruta de sobremesa, gosto da alimentação saudável“, revela.

Alyne do Vale e o marido Raphael Bezerra ao lado dos três filhos. Foto: Reprodução/Instagram

Alyne leva os filhos até ao mercado quando vai fazer a feira de casa. Ajudando a mãe a escolher as frutas e verduras, eles despertam o interesse sobre as origens de cada alimento. Em casa, o truque para chamar a atenção deles é deixar as frutas sempre à mesa e incentivar a independência. “Na minha casa, eles podem se servir, eles escolhem, eu não chego com o prato pronto“, revela Alyne.

Já a advogada Giuliana Botelho, mãe de Francisco Otávio e Antônio Bernardo, afirma que teve a preocupação de seguir o acompanhamento de um nutricionista desde os 6 meses de Antônio Bernardo, que já está na escola. Seu truque para atrair a atenção dele é investir em uma dieta o mais saudável possível durante a semana e permitir alimentos mais gordurosos no fim de semana, afinal de contas, o que vale é o equilíbrio. “No cafe da manhã ele sempre come uma tapioca ou um sanduichinho de pão de forma integral com queijo, faz o lanche na escola que também é balanceado, almoça em casa com a gente sempre um grelhado, arroz e três legumes”, detalha.

Giuliana e Átila Fernandes com os pequenos. Foto: Reprodução/Instagram

Ao contrário dos filhos de Alyne, Antônio Bernardo tem mais resistência aos legumes, mas Giuliana ensina como driblar isso: “Fazemos bem picadinho e escondemos embaixo do arroz para ele não ver (truques de mãe) kkk”. Quando o assunto são frutas, o jeito é investir em sucos. “Essa fase que ele tá de 3 anos é a fase da birra, o que tento fazer é oferecer todos os dias até que um dia ele ceda. Tem dia que aceita e tem dia que não. Mas é oferecido todo dia”, aponta.

Não insistir demais no alimento também é uma estratégia de Alyne do Vale. “Quando eles mostram rejeição a alguma refeição, na verdade eu sou muito tranquila. […] Comer é ato social e um ato prazeroso e, a partir do momento que se torna uma obrigação, tem uma chance muito grande de a criança rejeitar”, afirma.

A convite do Site MT, Amanda Carmo, Alyne do Vale e Giuliana Botelho toparam indicar algumas receitinhas práticas e saudáveis para o lanche das crianças. Acesse clicando aqui.