Quando Demétrio Jereissati viajou pela primeira vez a Cuba, em 2009, ficou impressionado pelas cores, a musicalidade e o movimento efervescente das ruas. Em 2019, surgiu a oportunidade de retornar à ilha, acompanhado de um grupo de fotógrafos. O resultado desse reencontro foi a exposição Cuba 60, que será inaugurada próximo dia 23, na Casa D’Alva.

A mostra, composta por 42 imagens selecionadas pelos curadores José Guedes e Celso Oliveira, é apresentada ao público no ano em que o fotógrafo e a Revolução Cubana completam 60 anos. O fato, na verdade, trata-se apenas de uma coincidência histórica, visto que a exposição foge do viés ideológico e foca em questões universais, que perpassam o cromatismo das paredes, roupas e automóveis, que ajuda a iluminar o mundo.

A viagem a Cuba, no período do Carnaval, durou 12 dias e rendeu dezenas de fotos. As imagens escolhidas pelos curadores, em especial, foram feitas nas cidades de Cienfuegos, Trinidad e Havana. “Fiz muitos registros, o que me fascina na fotografia é o cotidiano… Assim, sempre que uma cena me tocava de alguma maneira, simplesmente procurava registrar”, revela Demétrio.

De acordo com o fotógrafo, o processo criativo por trás dos cliques seguia uma rotina específica: “Acordava um pouco antes do sol nascer, assim muitas imagens foram realizadas nas primeiras horas da manhã. Clicava as pessoas saindo de suas casas, indo para o trabalho, a dinâmica da cidade começando a acontecer…”.

Além da exposição, Demétrio lança, sexta, um fotolivro com as imagens que compõem o acervo da viagem, com edição de 60 exemplares.

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Serviço

Demétrio Jereissati realiza vernissage de “Cuba 60”
Sexta-feira (23), às 19h30
Casa D’Alva (João Brígido, 948 – Joaquim Távora) 

Fotos: Divulgação