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De que forma explicar sobre a pandemia às crianças e aos adolescentes

Por Redação
De que forma explicar sobre a pandemia às crianças e aos adolescentes
Explicar às crianças e aos adolescentes sobre o que o vírus representa é importante para evitar a ansiedade ocasionada por notícias falsas, avalia psicóloga. (Foto: iStock)

Devido aos registros do novo coronavírus no Brasil e em outros países, os jornais passaram a falar do assunto com bastante frequência. Assim, explicar às crianças e aos adolescentes sobre o que o vírus representa é importante para evitar a ansiedade ocasionada por notícias falsas, que podem gerar danos emocionais e psicológicos neles.

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A psicóloga Julia Saldanha diz que não é recomendável mentir ou omitir a questão às crianças e aos adolescentes. Ela faz um alerta sobre expô-los a matérias e ou reportagens desnecessárias, aconselhando a não deixá-los sozinhos e sem monitoramento. “Precisam saber o essencial e estes devem ser expostos de acordo com a idade e a maturidade (de cada um)”, afirma.

Tranquilidade

O fator determinante para que crianças e adolescentes não se aflijam com a situação, destaca a psicóloga, é a maneira de como os pais transmitem as informações. Ela conta que é necessário explicar com tranquilidade o que está acontecendo, uma vez que é de responsabilidade dos pais passar segurança aos filhos, mesmo em situações adversas.

“Veja que se eu explico ao meu filho que estamos nos protegendo de uma doença e por isso não podemos sair de casa por um tempo – e tal mensagem é transmitida em tom de voz tranquilo, olhando a criança nos olhos, e com carinho – dificilmente ele ficará com medo. Precisamos aprender a não educar os filhos através do terror e principalmente nos comunicar adequadamente com eles”, pontua.

Julia Saldanha fala que aos adolescentes vale o mesmo cuidado. Ela ressalta que é fundamental a construção de uma rotina para as crianças e para os adolescentes. “O que estamos vivendo não é férias e por isso os pais podem e devem colocar horários para os filhos acordarem, fazerem as refeições, brincarem, assistirem televisão e, claro, estudarem”, orienta.

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