logo

Eleição nos EUA: brasileiros relatam a ansiedade da apuração

Por Redação
Eleição nos EUA: brasileiros relatam a ansiedade da apuração
Pleito que já é considerado histórico, a eleição para presidente nos Estados Unidos bateu recorde de votos. (Foto: Reprodução/ Agência Brasil)

Pleito que já é considerado histórico, a eleição para presidente nos Estados Unidos bateu recorde de votos, está concentrando atenções e análises ao redor do mundo e gerando expectativas pelo fim da apuração, que já se estende por quatro dias. O Site MT conversou com brasileiros que moram no território norte-americano para saber como está sendo acompanhar, de perto, a disputa entre o atual presidente, o republicano Donald Trump; e o candidato democrata Joe Biden.

LEIA MAIS >> Quem são os candidatos à Prefeitura de Fortaleza em 2020

MT Cast #23: eleições 2020 e as mudanças da pandemia

Para o professor da Florida International University, Ronaldo Parente, outro fator que reforça o caráter histórico desta eleição é a demora na contagem de votos devido ao volume de cédulas de votação enviadas pelo correio e que, em alguns estados, começaram a ser abertas apenas após o dia oficial de votação. “Na última eleição que houve, meia noite a gente já sabia quem tinha ganhado, e este ano está muito apertada para os dois lados. Estamos acostumados a já saber quem ganhou logo cedo, e esse ano fica uma certa ansiedade que não é bom para ninguém”, considera o professor.

Ronaldo e Glice Parente moram nos Estados Unidos há 30 anos e têm cidadania norte-americana. Vivendo atualmente em Miami, o casal votou pelo correio pela primeira vez. (Foto: Arquivo MT)

Residente nos Estados Unidos há 30 anos, Ronaldo Parente tem cidadania norte-americana, assim como a esposa, a corretora de imóveis Glice Parente. Atualmente morando em Miami, na Flórida, o casal votou pelo correio pela primeira vez. “O voto pelo correio era algo mais associado à guerra, pessoas que estavam em missão fora do país faziam isso, mas dessa vez foram mais de 100 milhões de pessoas. Até os democratas, que não têm tendência em irem votar onde moro, dessa vez aderiram por conta do voto por correio”, relata Ronaldo.

Exemplo norte-americano

Voto por cédula e indireto, contagem lenta e a possibilidade de votação via correio são os elementos do processo eleitoral norte-americano que têm sido alvo de comentários, ao redor do mundo, que questionam a celeridade e a eficácia do método. Para Ronaldo Parente, contudo, esse fluxo de votação é muito seguro e tem, inclusive, muito a ensinar ao processo eleitoral brasileiro.

“Diferentemente do que pensam, o sistema de votação aqui não tem como ser burlado. Cada estado tem um sistema altamente seguro de contagem, e apesar da votação ser em cédula de papel, a apuração é eletrônica e aquele papel é escaneado. Depois, a cédula fica guardada para uma possível recontagem, acho até mais seguro que as urnas eletrônicas, porque não sabemos para onde vão as informações do nosso voto”, pondera Ronaldo.

Notícias 24 horas

O empresário Laerte Bezerra mora em Washington, capital dos Estados Unidos, local que concentra grande expectativa pelo fim da apuração. “O noticiário da TV a cabo está sempre passando em minha casa, enquanto espero para ver o que os poucos votos pendentes restantes têm a mostrar”, descreve Laerte, que tem frequentado os arredores da Casa Branca para acompanhar de perto os movimentos de campanha dos candidatos.

Residente em Washington, o empresário Laerte Bezerra acompanha a apuração pela TV e com idas aos arredores da Casa Branca. (Foto: Arquivo MT)

Em Washington, mais de 90% dos votos foram direcionados ao candidato democrata Joe Biden, o que aumenta a tensão a cada virada de votos na apuração, segundo o empresário. “Aqui em DC as pessoas estão muito preocupadas com muitas das ações de Trump antes e depois da eleição. (…) E em seu dia a dia, as pessoas locais sentem o estresse que vem da liderança incerta – conversei com muitos vizinhos e amigos recentemente”, completa Laerte.

Empresário do ramo wellness, Laerte Bezerra reside em Washington desde 1999, mas divide a residência norte-americana entre a capital do país e a cidade de Miami, no estado da Flórida, onde fica durante o inverno.

Veja também