Hora do Planeta traz o desafio de pensar no meio ambiente pós-pandemia, diz Artur Bruno

Por Itallo Rocha
Hora do Planeta traz o desafio de pensar no meio ambiente pós-pandemia, diz Artur Bruno
Nesta edição, por causa do surto novo coronavírus, o Hora do Planeta ocorrerá na internet, nas redes sociais da WWF-Brasil, a partir das 8h30 até 20h30, quando todos são convidados a apagar as luzes de casa. (Foto: iStock)

A exploração indiscriminada dos recursos naturais acarreta impactos negativos ao meio ambiente, o que põe em xeque a qualidade de vida dos seres humanos e dos animais. Para falar sobre ações que podem reduzir as mudanças climáticas, ocorre, neste sábado (27), a Hora do Planeta. O titular da Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Ceará (Sema), Artur Bruno, diz que o festival trará o desafio de pensar no meio ambiente pós-pandemia do novo coronavírus em todo o Brasil.

Nesta edição, por causa do surto novo coronavírus, o Hora do Planeta ocorrerá na internet, nas redes sociais da organização não governamental WWF-Brasil, a partir das 8h30 até 20h30, quando todos são convidados a apagar as luzes de casa. Entre os temas debatidos nos 13 painéis, mudanças climáticas e derramamento de óleo nas praias do Nordeste brasileiro.

Esperançoso de que a sociedade se torne mais consciente quanto as ações que desenvolve em prol do meio ambiente, Artur Bruno deseja que durante o período de isolamento social as pessoas reflitam sobre o que estão fazendo de bom ou de ruim para o planeta. Do contrário, afirma, haverá mudanças climáticas, elevando significativamente as temperaturas em várias regiões, o que pode causar derretimento de geleiras, avanço do mar e erosão do solo.

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“Os cientistas avisam que, se não mudarmos o nosso comportamento, estaremos caminhando para um planeta com crises bem piores que a de agora. Se as pessoas não tiverem a visão de que fazemos parte da natureza e não somos donos dela, continuaremos tendo situações como a que estamos vivendo agora. É um momento de grande reflexão para que possamos mudar o cotidiano“, explica.

Desenvolvimento sustentável

Artur Bruno destaca que o Governo do Estado tem priorizado o desenvolvimento sustentável dos municípios cearenses, lutando pela preservação dos recursos naturais. Um exemplo, de acordo com o secretário, foi a criação dos parques naturais, como o Parque Estadual do Cocó, maior área verde da cidade, há quase três anos.

O titular da Sema acrescenta que o governador Camilo Santana também criou outras áreas de conservação e vem fazendo um programa em parceria com a iniciativa privada de reflorestamento, e tem buscado priorizar as energias renováveis. “Somos um dos maiores estados quando se fala em investimentos em energias eólica e solar, gás natural renovável. O Ceará é uma referência quando se fala em meio ambiente”.

Desafios

Uma das grandes preocupações da Sema atualmente, conta Artur Bruno, são os resíduos sólidos. A pasta tem como grande desafio a educação ambiental e busca recursos em uma parceria com a iniciativa privada para construir em municípios cearenses pequenos e médios aterros sanitários, o que, assevera, são os locais corretos para descarte de resíduos sólidos. “É uma vergonha ainda o Ceará ter mais de 300 lixões nos 184 municípios“.

A coleta seletiva ainda é um ponto crítico que deve ser melhor trabalhado, explica Artur Bruno. Ele marca que os aterros sanitários, além de licenciados, se tornam mais baratos para as cidades. Com o descarte correto dos resíduos sólidos, aponta, há como os municípios gerarem emprego e renda aos catadores de materiais recicláveis.

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