Projeto digital auxilia na preservação dos fósseis encontrados na Chapada do Araripe

Por Bruno Brandão
Projeto digital auxilia na preservação dos fósseis encontrados na Chapada do Araripe

Uma nova tecnologia promete dar mais segurança nos registros dos fósseis encontrados na Chapada do Araripe. A Universidade Regional do Cariri (Urca) e a Universidade Federal do Cariri (UFCA), em parceria com o Geopark, lançou o Programa Paleoimage, que permite a identificação biométrica dos fósseis achados na região. O trabalho foi apresentado no último dia 23 e deve servir de referência para a preservação desse tipo de patrimônio no mundo todo.

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A ideia, que visa combater o tráfico e furto de fósseis no Ceará, é que em breve o programa seja disponibilizado por meio de aplicativo e qualquer pessoa consiga fazer a notificação. Os primeiros registros estão sendo feitos com o acervo da Universidade, através do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens.

Registro da apresentação dos responsáveis pela implementação do projeto

Um dos responsáveis pelo desenvolvimento do programa, o professor Vinícius Sacramento, da UFCA, ressaltou que quando um fóssil for encontrado numa área de extração, o programa permite que ele seja registrado digitalmente, com a retirada de uma foto, e essa imagem passa a ser arquivada no banco de dados da universidade.

“Se porventura esse material for extraviado ou apreendido, poderá ser feito o escaneamento dessas imagens através do Paleoimage e identificar esse fóssil como propriedade da universidade”, explica.

Já a professora da Urca, Kátia Sacramento, que também participou da criação do projeto, destaca a importância do registro biométrico para o banco de dados. “Esses fósseis precisavam de uma identidade para assegurar que eles possam ser rastreados em qualquer situação, através da catalogação biométrica. Isso vai dificultar que esse fóssil vá parar fora. Uma política de segurança criada para as universidades e outros estados também”, afirma.

Foto: Divulgação

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