logo
PUBLIEDITORIAL

Saúde dos idosos requer mais cuidados durante isolamento

Por Redação
Saúde dos idosos requer mais cuidados durante isolamento
Idosos necessitam de cuidados especiais pois são mais vulneráveis ao Covid-19 (Foto: Shutterstock)

Embora a prevenção ao coronavírus necessite da cooperação de todos e seja um risco efetivo para toda a população, é sabido que alguns grupos são mais vulneráveis aos efeitos da doença, entre eles, estão os idosos. Um relatório do site Worldometer, elaborado com base em dois estudos chineses, mostra que a taxa de letalidade da Covid-19 é de 0,02% em pessoas com idades entre 10 e 39 anos e sobe para 3,6% a partir dos 60 anos, chegando a 14,8% para pessoas acima de 80 anos. Essa realidade torna ainda mais importante o isolamento dos idosos enquanto houver risco de contágio. No entanto, ficar recluso também pode afetar a saúde física e mental dessas pessoas, por isso, outros cuidados se mostram necessários nesse período. 

Tanto a saúde emocional quanto a saúde física merecem atenção nesse período. Para minimizar possíveis danos, a supervisora administrativa da Assistência do Sesc Fortaleza, Thaís Castro Monteiro, lembra a importância de que as pessoas que têm doenças crônicas, como hipertensão e o diabetes, continuem administrando suas medicações e não cometam excessos na alimentação, para evitar que precisem de atendimento médico no período ou que fiquem mais fragilizadas. 

LEIA MAIS >> Dez exercícios para jovens e idosos fazerem em casa durante a quarentena

Apps de chamadas de vídeo para usar em família ou no trabalho

A assistente social lembra que, para quem pratica exercícios físicos, é recomendado conseguir uma forma de não ficar parado. “Manter uma rotina saudável é fundamental nesse período. As atividades físicas poderão ser adaptadas, conforme a realidade de cada um. Residentes de casa podem utilizar espaços como o quintal ou jardim para dar uma caminhada. Alongar-se é também uma estratégia”, explica.

Um dos pontos mais delicados e que não pode ser negligenciado diz respeito ao contato com a família e outras pessoas queridas. Quanto a isso, Thaís dá algumas dicas do que pode ser feito: “manter o contato com o idoso, através de ligações, chamadas de vídeo e mensagens positivas; é importante que o longevo se comunique com os amigos, familiares e pessoas que fazem parte da sua rotina”. 

A supervisora fala ainda de como os grupos em aplicativos de mensagem devem ser usados de forma positiva nesse período. Ela dá o exemplo de como o Trabalho Social com Grupos do Sesc Fortaleza vem alimentando diariamente esses grupos, formados por idosos, com materiais de estímulo cognitivo, vocal, escrita, sobre organização da rotina e outros. No entanto, é necessário tomar precauções nesses meios também. “Cabe salientar que é preciso se inteirar das notícias com moderação, vale ler e se debruçar sobre outros assuntos também, para controlar a ansiedade”, adverte.

Evitar conflitos

Uma última questão que Thaís aponta é quanto aos conflitos familiares que podem acontecer quando os idosos se recusam a seguir as precauções exigidas neste momento. Ela ressalta que é importante respeitar a autonomia do idoso, entender o porquê de sua recusa e traçar junto a ele estratégias para facilitar que as normas sejam cumpridas. “O enfrentamento pode gerar conflitos e não resultar as  atitudes esperadas”, explica. E completa dizendo que “cabe aos familiares compreender os motivos pelos quais se torna difícil para o idoso permanecer no domicílio. Solidão? Necessidade de aquisição de alimentos? A partir disso traçar estratégias como: ligar com frequência, se dispor a fazer compras e etc.”.

Veja também