11 mar 2026 | Poder

Alice Walton, herdeira do império varejista Walmart, foi novamente apontada pela Forbes como a mulher mais rica do mundo. Aos 76 anos, ela ampliou sua fortuna para cerca de US$ 134 bilhões (aproximadamente R$ 695 bilhões) e manteve a liderança no ranking feminino pelo segundo ano consecutivo.
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Segundo a lista anual divulgada pela revista, o patrimônio de Walton cresceu cerca de US$ 33 bilhões no último ano, impulsionado pela valorização de aproximadamente 30% das ações do Walmart. No ranking geral das pessoas mais ricas do planeta, ela aparece na 14ª posição, um lugar acima da lista anterior.
A francesa Françoise Bettencourt Meyers, herdeira do grupo de cosméticos L’Oréal, ocupa o segundo lugar entre as mulheres mais ricas, com cerca de US$ 100 bilhões. Ela liderou o ranking feminino entre 2020 e 2024, mas foi ultrapassada por Walton no ano passado. Pela primeira vez, duas mulheres figuram ao mesmo tempo no seleto grupo de bilionários com fortunas acima de US$ 100 bilhões.
Alice Walton é filha de Sam Walton, fundador do Walmart, que morreu em 1992. Seus irmãos Rob Walton e Jim Walton também aparecem entre os mais ricos do mundo, com patrimônios estimados em US$ 146 bilhões e US$ 143 bilhões, respectivamente. Juntos, os herdeiros controlam cerca de 44% das ações da gigante do varejo.
Nascida em Newport, no Arkansas (EUA), Alice começou a carreira no mercado financeiro, trabalhando como analista de ações e gestora de investimentos. Mais tarde, liderou operações no Arvest Bank Group e, em 1988, fundou o banco de investimentos Llama Company, onde atuou como presidente e CEO.
Além dos negócios, ela teve participação importante no desenvolvimento regional do Arkansas, incluindo o projeto do Aeroporto Regional do Noroeste do Arkansas, inaugurado em 1998. Após o fechamento da Llama Company no mesmo ano, Alice passou a dedicar mais tempo a projetos culturais e filantrópicos.
Entre os três irmãos, ela é considerada a que mais investe em arte, cultura e filantropia. Em 2011, fundou o Crystal Bridges Museum of American Art, em Bentonville, cidade natal da família. O museu foi criado com investimento de cerca de US$ 1,6 bilhão e se tornou uma das principais instituições de arte dos Estados Unidos.
Nos últimos anos, Walton também ampliou suas iniciativas filantrópicas. Mais de US$ 6,3 bilhões já foram destinados a fundações da família, que repassaram cerca de US$ 2 bilhões para projetos sociais, educacionais e ambientais.
Entre essas iniciativas está a Art Bridges Foundation, que desde 2016 investiu mais de US$ 550 milhões para adquirir e emprestar obras de arte americana a centenas de museus pelo país. Outro braço importante é a Walton Family Foundation, que financia projetos nas áreas de educação, meio ambiente e desenvolvimento regional.
Um dos projetos mais recentes é a Alice L. Walton School of Medicine, inaugurada em 2025 em Bentonville. A instituição recebeu um aporte de US$ 250 milhões e começou suas atividades com uma turma inicial de 48 estudantes de medicina.
O crescimento da fortuna da família continua fortemente ligado ao desempenho do Walmart, uma das maiores empresas do mundo em faturamento. A rede varejista mantém presença global e vem ampliando suas operações digitais, fatores que contribuíram para a valorização recente de suas ações.