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Saiba porquê não se deve deixar máscaras de argila secando no rosto

25 set 2021 | Beleza

Por Redação

De acordo com o tom da argila, as especificidades de atuação mudam

Você é do time que deixa máscaras de argila secando no rosto enquanto aproveita o seu momento relaxante? Saiba que você está fazendo do jeito errado! Isso porque, para que a máscara tenha o máximo de eficácia e para que os minerais sejam repassados para a pele, é necessário que a argila esteja úmida na face durante todo o tempo de ação, independente do tom que foi escolhido.

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Segundo a dermatologista e pós graduanda em Medicina Chinesa pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Patrícia Silveira, as máscaras de argila não prejudicam a pele caso sequem completamente, no entanto, elas acabam não exercendo corretamente as funções de ajudar na circulação do sangue, melhorar a cicatrização e no controle da oleosidade. 

“Elas param de fornecer os minerais e os nutrientes que elas se propõem a oferecer para a pele”, explica. Isso significa que o tempo indicado de ação, que normalmente é entre 10 a 30 minutos, não é aproveitado como deveria.

Existem várias formas de ajudar a máscara a não secar, como borrifar água durante o processo, por exemplo. Essa etapa pode ser utilizada para potencializar os benefícios da argila, por meio da aplicação de água termal, que tem ação calmante e minerais na composição, água de coco ou chás.

Passo a passo

É importante que antes da aplicação da argila, a pele esteja completamente limpa. O preparo fica ao seu critério e depende do efeito desejado. A mistura com líquidos, como água, hidrolatos, gel de aloe vera, permite que a máscara seque mais rápido. 

Já ao diluir com bases oleosas, como óleo de abacate ou de jojoba, o tempo de secagem é mais demorado. Esta última mistura é mais indicada para quem tem pele seca. “Você vai potencializar porque você está misturando ingredientes que tem ações independentes da argila”, informa a dermatologista.

A estudante Clarice Nobre, 21, utilizava as máscaras do modo convencional e descobriu por acaso que não estava aproveitando o produto da maneira correta. Porém, mesmo antes de ter acesso à informação, por ter a pele clara e sensível, ela notava certa irritação na face.

“Quando eu deixava secar, e ia retirar, minha pele ficava muito avermelhada, porque eu sou muito branca, quase irritada. E agora eu só sinto os efeitos normais da máscara mesmo. Quando você tira, você sente a pele mais macia, mais sem cravo”, conta.

Uma dica que ela introduziu na rotina de skin care foi usar a máscara de argila verde e, em seguida, aplicar a do tom branco. “A branca eu uso sempre em seguida da verde para acalmar a pele. Eu usava principalmente assim quando eu deixava secar porque minha pele ficava muito irritada”. Importante também não esquecer o hidratante e o protetor solar após a aplicação. 

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Por que as embalagens não informam que a máscara não deve secar?

Não existe uma resposta exata para esta indagação, mas a dermatologista acredita em alguns pontos que podem justificar minimamente. O primeiro deles é que, como vimos nessa matéria, as argilas possuem uma vasta liberdade de uso, o que não poderia ser abordado em um frasco pequeno. 

Além disso, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) exige que informações específicas estejam presentes nas embalagens. “Não é uma coisa simples, tem toda uma exigência da Anvisa para que você coloque essas informações que são principais, e às vezes, o modo de uso vai depender do que a pessoa está misturando, vai variar”, destaca

Origem

Conforme Patrícia Silveira, a origem da argila é um dos fatores que devem ser levados em consideração na hora da escolha, principalmente porque se vier de fonte contaminada, a máscara pode sim prejudicar a pele. “Argila implica em terra, em barro, e nem toda terra é saudável, é isenta de contaminantes. O fato de ela ser um ingrediente natural não quer dizer que ela é uma argila de qualidade”, esclarece. 

O mais indicado é que seja uma máscara de argila orgânica, sem ter sido extraída de áreas próximas a plantações, que podem ter o solo contaminado por agrotóxicos.  

Tipos de argila 

De acordo com o tom da argila, as especificidades de atuação mudam, e é possível até misturar as cores para criar nossas funções. “Você tem diferentes composições de minerais, e é isso que vai dar a função principal de cada argila”, diz Patrícia. Veja a lista dos tons mais encontrados:

  • Verde: tem um efeito mais matificante e cicatrizante, por isso é mais indicada para peles oleosas;
  • Branca: tem função mais calmante e mais cicatrizante, além de possuir efeito clareador. Indicada para tratamento de manchas;
  • Amarela: melhora a elasticidade da pele. Rica em zinco e cobre, normalmente é usada em peles mais maduras;
  • Vermelha: aumenta a circulação sanguínea e melhora a elasticidade;
  • Preta: extremamente detox. É indicada para peles mais resistentes, como a masculina por exemplo, ou peles com muita oleosidade;
  • Rosa: mistura das argilas branca e vermelha. Indicada para peles sensíveis e mais propensas a irritação.
  • Cinza: mistura das argilas branca e preta. Ideal para o tratamento de manchas e controle da oleosidade.

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