Já falamos aqui das várias marcas que valorizam o trabalho manual e a relação personalizada da produção e confecção de moda. Nesse cenário, destaca-se Jô de Paula, ex-diretora da Catarina Mina e mais novo nome do crochet couture, que lança esse ano a marca homônima 100% handmade.

Após o sucesso de “Preciosa”, coleção de estreia que contemplava bolsas exclusivas feitas à mão, cada uma com nome de uma pedra preciosa diferente, Jô expandiu o volume de produção e adicionou roupas à linha de produtos confeccionados. O resultado foi a coleção Verão 2015/2016, intitulada Metropolis.

Com nome inspirado no filme de Fritz Lang, Metropolis propõe a união entre a delicadeza do crochê e o urbanismo contemporâneo das grandes metrópoles, dobradinha também já vista em outras marcas, mas que assume um ar todo singular nas mãos de Joana.

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Isso porque, apoiadas no slow fashion, as peças buscam refletir as relações entre sociedade e trabalho – mote do filme de Lang – evidenciadas a partir do trabalho de handmade inédito, sofisticado e autoral das artesãs. Os itens também são divididos em sete grupos, com nomes de cidades que influenciaram a vida da designer: São Paulo, Rio de Janeiro, Vila de Santo André, Fortaleza, Florianópolis, Gainesville e Castelo.

E os diferenciais de Jô não param por aí. A produção da estilista ainda conta com um tag service chamado “A Modista”, no qual são desenvolvidas peças sob encomenda para as clientes, envolvendo-as em todo o processo, desde a escolha do fio, da trama, do shape, em um serviço personalizado e cuidadoso.

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Um trabalho tão interessante é resultado de mais de um ano de planejamento dos novos rumos que a estilista, já destaque no slow fashion e de nome conhecido entre as marcas Osklen, Água de Coco, Maria Filó, Animale e Daslu, podia tomar. Vale a pena ficar de olho em mais essa novidade da cultura handmade brasileira.

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Por Clara de Castro