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Por que ‘Dark’ é considerada a Melhor Série da Netflix?

Por Redação
Por que ‘Dark’ é considerada a Melhor Série da Netflix?
O Site MT convidou o escritor e produtor de conteúdo Rodrigo Passolargo para explicar, sem dar spoilers, a história e por que ela faz tanto sucesso. (Foto: Divulgação)

Reunindo ficção científica, tragédia familiar, filosofia e mitos religiosos, a produção alemã Dark, lançada em 2017, embaralhou a mente dos telespectadores e, simultaneamente, prendeu a atenção deles. A originalidade da trama fez ela ser eleita a Melhor Série da Netfix, de acordo com os 2,5 milhões de votos no site Rotten Tomatoes. O Site MT convidou o escritor e produtor de conteúdo Rodrigo Passolargo para explicar um pouco sobre Dark, sem dar spoilers, e por que ela faz tanto sucesso.

De acordo com o produtor de conteúdo, a série tem muitos atrativos e ocasionou diversos memes nas redes sociais, boa parte, lembra, sobre a confusão dos espectadores em entender a história que se passa na fictícia cidade alemã de Winden, o que trouxe grande aceitação do título original da Netflix, desde a sinopse aos personagens em um modo geral.

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O núcleo da série assinada por Baran bo Odar e Jantje Friese percorre quatro famílias, e, conforme Rodrigo Passolargo, a narrativa toma forma quando duas crianças estão desaparecidas, envolvendo não o onde, por que, como ou quem, mas o quando. “É através da busca dessa resposta que a trama se desvela aos poucos, adentrando no âmago das famílias numa intrigante linha temporal”, pontua.

Rodrigo Passolargo é escritor e produtor de conteúdo. (Foto: Arquivo pessoal)

Temporadas

A primeira temporada mostra o potencial e teor que toda a série tomará, de acordo com Rodrigo Passolargo, que considera que a genialidade de apresentar os personagens por meio das sombras em que vivem enriquece a história, que usa de uma hermética viagem temporal a cereja do bolo de toda o sabor da série. “Todos têm importância para a problemática maior (o desaparecimento das crianças), com um olhar especial para Jonas e a carta que seu pai deixou antes de morrer. Ponto este considerado uma das melhores viradas de perspectivas da série”, avalia.

Na segunda temporada de Dark, conta o produtor de conteúdo, a trama segue enredando mais ainda as linhas temporais, e há uma distribuição maior no tempo de tela de outros personagens, que, realça, muitas vezes são as mesmas pessoas em tempos diferentes. “Nelas, ainda permanece o drama que têm em comum, ligadas direta ou indiretamente com o sumiço das crianças. É nesta temporada que se aflora as muitas referências tanto da literatura de ficção, mitologia e cinema“, destaca.

Já a terceira e última temporada, considera Rodrigo Passolargo, sobe um passo na escada das viagens temporais, trabalhando os conceitos de realidades alternativas, uma possibilidade já prevista nas temporadas anteriores. Nela, há uma preocupação em finalizar os núcleos e mesmo com linhas em aberto, a história se concretiza como já era prevista desde a criação: três temporadas para fazer jus a simbologia do número 3 que cerca a cidade de Windon.

“Foi informado que a série encerra-se em definitivo na terceira temporada, sendo elogiada pela crítica com ‘ótimo e amarrado desfecho’ diante de um mercado em que séries se perdem com a dilatação de histórias. Difícil voltarmos para Windon, mas o tempo percorre tudo. Não duvido sermos surpreendidos com spin-offs (derivados) e histórias paralelas do Universo“, opina Rodrigo Passolargo.

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