Em comemoração aos 23 anos da AD2M Engenharia de Comunicação, os sócios da agência Apolônio Aguiar, Djane Nogueira e Mauro Costa promoveram, na manhã desta terça-feira (21), a 1ª edição do Connex. Para palestrar sobre o tema “Diversidade nas organizações“, eles trouxeram a Fortaleza Elaine Terceiro, consultora sênior em diversidade & inclusão na Mais Diversidade. A profissional é graduada em psicologia pela FMU, com MBA em marketing pela FGV e mestranda em educação sexual pela Unesp.

O evento, que aconteceu no auditório do BS Design Corporate Towers, reuniu empresários, gestores e jornalistas. Na ocasião, Elaine mostrou dados como empresas que atingem 50/50 de equilíbrio de gênero ganham até 41% mais chances de lucratividade e pessoas fora do armário são, na média, 30% mais produtivas que as no armário.

A psicóloga pontua que a diversidade em uma empresa aumenta a criatividade e inovação, melhora o clima organizacional, traz retornos de imagem e reputação e diminui o absenteísmo e o turnover.

“Em um ambiente homogêneo, ninguém tem uma ideia nova. Em um ambiente onde todos são muito parecidos, muito provavelmente se tem os mesmos problemas, não vão aparecer soluções novas, porque todos estão na mesma ‘caixinha’, no mesmo estilo de pensamento. Se a gente consegue ter uma pessoa diferente, nova, que consiga agregar e contribuir nesse ambiente, em um primeiro momento pode gerar até um pouco de conflito… Mas se permitirmos dar um passo adiante, vão aparecer coisas diferentes e a melhoria vem daí”, ressaltou Elaine.

A palestrante ainda abordou a falta de mulheres em cargos de gestão e de oportunidades para pessoas negras, com deficiência e para pessoas LGBTI+.

“Quando a gente fala em grupo minorizados ou em vulnerabilidade social, por que a gente tem esse nome de maneira corrente nas mídias, na TV? Por que se utiliza grupo minorizado ou em vulnerabilidade social se, na verdade, as mulheres são a grande maioria da população brasileira? Nós somos quase 52%. Porque, na realidade, são chamados grupos minorizados ou em vulnerabilidade social aqueles que não possuem uma voz social política ativa. Não possuem representação. Quando a gente olha para o Congresso Nacional, nós não votamos em mulheres, em pessoas com deficiências, em LGBTI+, em pessoas negras… Esse é um exemplo de ‘não voz’ na sociedade. Por isso são chamados assim. Não são grupos minorizados em quantidade de pessoas, mas sim no alcance dessa voz para fazer políticas e programas que atendem essa própria população”, reforçou ainda Elaine.

O quinteto de sopros Alberto Nepomuceno encerrou o evento com uma apresentação musical.

Confira:
Fotos: Alex Campelo