Foram 4 anos de absoluta imersão em um dos períodos mais frutíferos e inovadores da história cultural no Brasil. O resultado virou a exposição “Arte Moderna na Coleção Fundação Edson Queiroz”, um recorte surpreendente de 77 obras que passeiam pelas décadas de 1920 a 1960, que, sob curadoria afinada de Regina Teixeira de Barros, abre as portas no Espaço Cultural Unifor como parte das celebrações dos 46 anos da Universidade. O Modernismo refletiu a efervescência política e social na urbanização e industrialização de metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro, tendo como marco simbólico a Semana de Arte Moderna de 1922. Apresentar essa parte do acervo para o grande público tem importância ímpar no contexto social atual.

Carol e Roberta Bezerra com o prefeito Roberto Cláudio

Nos últimos 30 anos a Fundação tem se dedicado a construir uma das mais completas coleções da arte brasileira e durante o discurso de Lenise Queiroz, ficou claro o interesse de levar o mais puro conhecimento usando a cultura como base. “As pessoas perguntam porque a gente se dedica tanto a essas exposições. É impressionante como a sociedade assimila as histórias que aconteceram nos últimos 500 anos no país com essas mostras. Não existe uma maneira mais agradável e mais fácil de ensinar alguém como através da arte. Além de ser uma terapia. Você entra no museu, olha para uma obra e cada vez que a observa, os sentimentos são diferentes, transmitindo novas sensações”, revelou, seguida por uma salva de palmas de convidados ilustres, como o Prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio e a Primeira-Dama Carol Bezerra, Bia e Max Perlingeiro, Denise Mattar, curadora responsável pela exposição “Da Terra Brasilis à Aldeia Global” e Pedro Corrêa do Lago.

Aline Félix e Igor Barroso

Desde 2015, as obras já passaram por apresentações em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro. Na Europa, chegou em Lisboa e, depois, Roma. Em Fortaleza a expressiva exibição fica em cartaz até 11 de agosto, com visita gratuita. Uma oportunidade que não deve desperdiçada. Confira o registro da vernissage.   

Dodora Guimarães

 

 Fotos: Kleber Gonçalves