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Dia do Orgasmo: sexóloga tira todas as dúvidas sobre o prazer feminino: ‘Conheça seu corpo’

31 jul 2021 | Lifestyle

Por Tainã Maciel

O Dia do Orgasmo é celebrado neste sábado (31) (Foto: Unsplash)

Vamos falar sobre orgasmo feminino? Até hoje cercado por mitos, dúvidas e tabus, o prazer sexual das mulheres é um tema que merece ser cada vez mais debatido. Neste sábado (31), Dia do Orgasmo, a ginecologista e sexóloga Marina Scafuri, fellow do Comitê Europeu de Medicina Sexual (ESSM), tira algumas dúvidas sobre o tema, além de revelar dicas sobre fatores que podem estimular o clímax.

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Mas antes, saiba como surgiu o Dia do Orgasmo. Criada em 1999 por uma rede de sex shop britânica, a data já nasceu com o objetivo de debater a necessidade sexual satisfatória de mulheres do Reino Unido. Para comemorar a data, a rede usou o slogan “Atinja, não finja“, em referência a uma pesquisa realizada na Inglaterra, a qual comprovou, na época, que pelo menos 80% das mulheres inglesas não conseguiam atingir o ápice do prazer sexual. 

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Do ‘basicão’ ao nível avançado

Para começar, a médica Marina Scafuri afirma que todos nascemos com a capacidade de ter desejo sexual, excitação e orgasmo, ok? “Todas as mulheres têm a capacidade ter orgasmos, porém, alguns fatores podem dificultar como, por exemplo: sentir dor na relação sexual, dificuldades com o relacionamento, uso de medicações como antidepressivos/ansiolíticos, crenças errôneas sobre sexo, entre outras questões”. A seguir, a sexóloga tira outras dúvidas:

Quais são os principais sinais do orgasmo feminino? Como a mulher sabe que atingiu o clímax?

O orgasmo feminino ocorre no ápice da excitação sexual sendo marcado por contrações dos músculos pélvicos. Na mulher, o orgasmo pode ser percebido de forma “mais ou menos” intensa a depender da atenção ao momento presente que essa mulher tenha durante o ato sexual. Eu sempre digo que orgasmo “é treino”, ou seja, quanto mais você se conhecer e se envolver em relações sexuais prazerosas e compensatórias (do ponto de vista cerebral), mais você perceberá as contrações dos músculos que ocorrem durante o orgasmo e “mais treinada” você fica em perceber essas sensações.

O orgasmo pode gerar benefícios para saúde?

O orgasmo traz uma excelente sensação de bem-estar físico e psíquico em razão da liberação de algumas substâncias cerebrais como noradrenalina e dopamina, além se ser um importante estimulador do desejo sexual. A falta de orgasmo gera, gradativamente, uma redução na vontade de se envolver sexualmente em novas relações sexuais. O desejo sexual e o orgasmo andam juntos!

“O orgasmo traz uma excelente sensação de bem-estar físico e psíquico em razão da liberação de algumas substâncias cerebrais como noradrenalina e dopamina” (Foto: Reprodução)

Existem diferentes tipos de orgasmo?

Não existem diferentes tipos de orgasmo. O orgasmo é único e ocorre quando o estímulo erótico é crescente, independente de onde é esse estímulo — se em um órgão sexual ou não. Você pode ter orgasmo com um estímulo que você considera erótico, mesmo que nem haja toque nos genitais.

É preciso fazer sexo com penetração para ter um orgasmo?

Não há necessidade de ter penetração vaginal para se obter um orgasmo. A única coisa de extrema necessidade para que você tenha um orgasmo é ter um estímulo erótico adequado naquele momento. Em recente artigo americano publicado no Journal of Sexual Medicine, 3.990 participantes com idades entre 18 e 59 anos, 91,3% dos homens e 64,4% das mulheres relataram ter tido um orgasmo durante uma relação sexual recente. Entre as descobertas desta pesquisa destaca-se que o orgasmo de mulheres foi positivamente relacionado a uma maior variedade de comportamentos sexuais, o que chamamos de repertório sexual, ou seja, quanto maiores as possibilidades de variação dentro do “jogo sexual”, maiores as chances de ter um orgasmo.

“Sexo é comunicação! É se comunicar com outra pessoa através do seu corpo. Para que tudo flua de forma satisfatória é preciso entrega mútua, intimidade e conexão”,

orienta Marina.

Qual o papel da masturbação quando o assunto é prazer feminino?

A masturbação é muito importante para que nós mulheres possamos conhecer nosso corpo. O nosso orgasmo é nosso e somente conhecendo totalmente o corpo, sendo PHD no nosso corpo, podemos ter uma relação sexual satisfatória e que nos proporcione intimidade com ele e com nossa parceria.

Como as mulheres podem estimular ou “potencializar” seus orgasmos?

Você pode estimular seu orgasmo quando conhece seu corpo e a si mesma, quando sabe o que te estimula em uma relação sexual e o que não te agrada. Sexo é fricção e fantasia. Precisa ser compensatório para o maior e melhor órgão sexual: o cérebro! A maior de todas as dicas é: conheçam seu corpo.

Com o avanço da idade, a mulher pode perder “a capacidade” de ter um orgasmo?

As mulheres não perdem a capacidade de ter orgasmo na terceira idade (Foto: Unsplash)

Com o envelhecimento, as mulheres não perdem a capacidade de ter orgasmo. Nascemos e continuamos com ela até morrer. O que ocorre é que vai demorar mais para acontecer a lubrificação vaginal — apesar do estímulo erótico adequado — e com isso as mulheres podem apresentar dor durante a relação sexual penetrativa e isso, sim, dificulta o orgasmo. Quando educamos as mulheres sobre em que momento da vida elas estão e o que esperar do ciclo de resposta sexual em cada momento, evitamos muitas disfunções sexuais. Alguns estudos mostram que o orgasmo pode, inclusive, aumentar com o passar da idade.

Como um (a) sexólogo (a) pode ajudar mulheres com dificuldade em atingir o clímax?

A falta de orgasmo é uma queixa frequente no consultório de sexologia clínica e o primeiro passo para ajudarmos quem sofre com essa queixa é entender exatamente qual o diagnóstico desta pessoa que nos procura. Ela tem realmente falta de orgasmo? Tem dor? Alteração no desejo sexual? Como anda o relacionamento? Está usando alguma medicação?  Tudo na sexologia clínica é biológico, psicológico, social, cultural e interpessoal e para um bom diagnóstico precisamos investigar todas essas esferas.

Esta matéria usa o termo feminino e masculino para se referir à anatomia sexual cis-gênero. Uma pessoa com órgãos genitais total ou parcialmente femininos pode ou não considerar-se como sendo do gênero feminino, tal como uma pessoa com órgãos genitais masculinos pode ou não identificar-se com o gênero masculino. Também há pessoas que têm tanto órgãos sexuais masculinos como femininos.

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