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Fotógrafo registra Padre Cícero ao redor do mundo para homenagear a avó

18 abr 2021 | Lifestyle

Por Cintia Martins

O projeto fotográfico “Padim Pelo Mundo” já passou por 11 países e dezenas de lugares icônicos, entre eles, as Grandes Pirâmides de Quizé, no Egito. (Foto: Jari Vieira)

Desde 2016, o fotógrafo natural de Juazeiro do Norte e professor universitário, Jari Vieira, compartilha no Instagram as fotos do projeto #PadimPeloMundo, que dá nome aos registros que mostram uma pequena estátua do Padre Cícero em dezenas de lugares icônicos. As fotos afetivas do “Padim”, que vão desde Paris até o Egito, rendem muitos elogios nas redes sociais e começaram a ser feitas como uma homenagem de Jari para a avó.

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De acordo com Jari, o projeto começou por inspiração da avó materna Manhota, que o criou até os 8 anos de idade e chegou a conhecer pessoalmente o Padre Cícero. Muito devota do Padim Ciço, como também é chamado o sacerdote do Cariri cearense, Dona Manhota faleceu em 2016, enquanto Jari Vieira fazia uma viagem para a Serra da Capivara, no Piauí.

O fotógrafo e a avó, Manhota, compartilharam por anos o amor e a devoção pelo Padre Cícero Romão, padroeiro de Juazeiro do Norte/CE. (Foto: Arquivo pessoal) 

Quando a avó partiu, Jari quis deixar uma estátua de Padre Cícero junto com ela, dentro do caixão. No entanto, quis o destino que não desse tempo para ele cumprir o que pretendia e a pequena estatueta ficou no bolso da calça do fotógrafo, e passou a ser carregada por ele nas viagens ao redor do mundo. “Na hora, pensei que precisava fazer alguma coisa para homenagear minha avó. Tinha uma viagem marcada para a Europa, e pensei que ao encontrar um lugar especial tiraria uma foto para homenageá-la”, relembra.  

Primeira foto do projeto, na Champs Elysees, em Paris, 2016. (Foto: Jari Vieira)
Torre Eiffel, Paris, França, 2016. (Foto: Jari Vieira)

A primeira foto da pequena estátua foi tirada durante o Ano Novo em Paris, na mundialmente conhecida Champs Élysées, e logo gerou grande repercussão. “Houveram muitos comentários de pessoas perguntando que projeto era aquele e muitas curtidas. Fui tirando mais fotos até lembrar do programa ‘Pedro pelo mundo’ [exibido pelo canal privado GNT], da onde tirei o nome do projeto. Hoje minha homenagem é eterna, para onde vou levo o ‘Padim’ e minha avó”, conta. Desde aquele registro, feito ainda em 2016, o #PadimPeloMundo já passou por França, Portugal, Itália, Vaticano, Peru, Egito, Grécia, Israel, Turquia, Palestina e Brasil

Além de produzir o #PadimPeloMundo, Jari também é professor universitário e criador do projeto “Pau de Arara”, da Universidade de Fortaleza (Unifor). (Foto: Arquivo pessoal)

Para produzir as fotos, o foco da imagem é fundamental, assim como a presença central do Padre Cícero ora como espectador, ora mostrando um pouco dos dedos do fotógrafo para registrar, também, a própria presença. O que se vê, a cada novo registro, é uma sobreposição da delicada imagem do Padre com a imagem de algum lugar importante.

Padre Cícero

Cícero Romão Batista, ou “Padim Ciço”, foi um sacerdote católico do Cariri cearense, conhecido nacionalmente pela forte devoção popular e por levar, anualmente, milhares de romeiros à Juazeiro do Norte para prestigiá-lo. “Eu cresci vendo as romarias, porque sou de Juazeiro, nasci e cresci lá até os 8 anos de idade. Sempre convivi muito bem com essa cultura, sou católico e convivo com essa religiosidade”, destaca Jari Vieira, que herdou da avó a devoção ao padre. 

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“A minha avó o conheceu, aos 10 anos de idade visitou a casa dele. Com muito amor ela sempre me contava essa história de que ele tocou nela, e pegou em sua cabeça. Passei a amar o Padre Cícero por causa da minha avó. Ele representa o amor que sinto por ela, pelo Juazeiro e pelo Cariri, traduzo tudo isso no ‘Padim pelo Mundo’”, avalia.

O lugar mais difícil de fotografar, segundo Jari Vieira, foi na  Igreja da Natividade, localizada em Belém, no Estado da Palestina. Lugar onde os cristãos acreditam que Jesus nasceu. (Foto: Jari Vieira)

O projeto, afirma ele, é também uma forma de representar e reafirmar a cultura nordestina, ao mesmo tempo em que leva o Nordeste para o mundo. “É como se eu pegasse a cultura nordestina e levasse para a cultura europeia, asiática, enfim, outros lugares do mundo”. 

Pelo mundo

Sobre os lugares mais marcantes que o projeto com a mini estátua do Padre Cícero já passou, Jari Vieira destaca Paris, porque foi onde “nasceu tudo”, além do Egito e o Vaticano. “As fotos na Champs Élysées e no Museu do Louvre são muito importantes. Além disso, sempre foi um sonho de criança conhecer o Egito. Poder colocar uma estátua do Padre Cícero na areia onde estão as pirâmides foi um grande sonho. É um dos meus grandes feitos. Destaco o Vaticano, também, porque foi uma emoção grande levar o ‘Padim’ até lá”, diz.  

Veneza, Gondola, Ponte Rialto, Itália, em 2018. (Foto: Jari Vieira)

Já o local mais difícil para produzir uma foto foi na Basílica da Natividade, também conhecida como Igreja da Natividade, localizada em Belém, no Estado da Palestina. “Foi um dos locais mais difíceis para levar o ‘Padim’, lá tem uma estrela onde, literalmente, Jesus nasceu”, conta.

Fontana de Trevi, Roma, Itália, em 2018. (Foto: Jari Vieira)

Segundo o fotógrafo, o lugar, naquele dia, reunia muitas pessoas dificultando o acesso, assim como um ângulo bacana. “Foi difícil afastar o povo para bater a foto. Também é um lugar escuro, só tem umas velas lá dentro. Foi dureza”, relembra. 

Com muitas fotos ainda inéditas, Jari revela que a ideia é que algum dia o projeto se torne um fotolivro. “Penso em fazer um livro contando como surgiu, com fotos, inclusive, da minha avó. Hoje, tenho mais de cem fotos em diferentes lugares, em Paris, por exemplo, tirei mais de 10 fotos. Tenho metade das fotos publicadas no Instagram, para quem quiser conhecer mais”, orienta. 

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