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No DFB 2022, Flávia Aranha destaca a valorização do feito à mão e de novos designers

29 maio 2022 | Moda

Por Redação

A designer palestrou no festival a convite da Universidade de Fortaleza (Unifor), contando um pouco da própria trajetória na moda sustentável

A designer palestrou no festival a convite da Universidade de Fortaleza (Unifor), contando um pouco da própria trajetória na moda sustentável. (Foto: Eri Nunes)

Designer e fundadora da marca homônima, a paulista Flávia Aranha foi uma das convidadas do ciclo de palestras e workshops do DFB Festival 2022, que aconteceu entre 25 e 28 de maio. Trazida pela Universidade de Fortaleza (Unifor), a criativa contou um pouco da própria trajetória e destacou a potência do evento ao reunir tipologias ancestrais e novos designers em um mesmo espaço. “É um evento que eu sempre soube que fomenta muito a relação com o artesanato, com a tipologia local, e trazer novos designers pra dialogar com isso é muito fértil. Precisamos dar cada vez mais visibilidade a essas trocas”, disse Flávia.

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Há mais de 10 anos ela lançou o próprio ateliê, pautado no desenvolvimento e produção de peças com algodão sustentável e tecidos naturais, e tingidas a partir de plantas e ervas nacionais. A marca de Flávia foi também a primeira do segmento de moda, do Brasil, a receber o selo B de sustentabilidade, indicando que é um empreendimento que se preocupa com o desenvolvimento socioambiental, além do lucro.

Apesar de usar algodão produzido no Ceará e já ter desenvolvido peças com rendeiras de labirinto, em parceria com a brand cearense Catarina Mina, Flávia se revelou empolgada para descobrir mais marcas e iniciativas locais que dialogam com o trabalho que ela já realiza. “O eixo Rio-São Paulo é muito fechadinho, a gente precisar abrir, ter cada vez mais integração e trocas, porque aqui tem muita riqueza, muita potência”, disse ela, referindo-se ao Nordeste brasileiro.

A designer destacou, ainda, a importância de levantar o debate sobre sustentabilidade e responsabilidade socioambiental em uma programação pensada junto com a Unifor e demais instituições que estão formando novos designers e profissionais de Moda.

Flávia Aranha usa algodão produzido no Ceará e já desenvolveu peças com rendeiras de labirinto, em parceria com a brand cearense Catarina Mina. (Foto: Eri Nunes)

“Os jovens estão desenhando o futuro. Então, quando eles decidem parar de olhar só para a Europa, pegar um carro ou ônibus, ir pro sertão, voltar nas raizes e achar genial aquilo que as tias e tataravós faziam, a gente começa a criar novas possibilidade e falar de cultura brasileira de fato”, defende. De acordo com Flávia, a partir dessa perspectiva, os profissionais retomam o vínculo com a terra, com o entorno e passam a valorizar toda a cadeia produtiva da moda, diminuindo as possibilidades degradação ambiental e condições precárias de trabalho, por exemplo.

Este conteúdo tem o apoio da Universidade de Fortaleza (Unifor). Quem faz moda, faz Unifor.

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