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Quem veste os jornalistas da televisão? Conheça a produção de moda nos bastidores de uma redação

1 jul 2021 | Moda

Por Redação

Mariana Azevedo é produtora de moda do Sistema Verdes Mares (Foto: Arquivo Pessoal)

A moda está relacionada com a maioria das profissões existentes. Duvida? Se você é daqueles que gostam de ligar a televisão para começar ou terminar o dia bem informado, saiba que todos os jornalistas que apresentam as notícias diante das telinhas estão usando roupas estrategicamente pensadas para a ocasião. Quem fala sobre o assunto em entrevista ao Site MT é Mariana Azevedo, produtora de moda do Sistema Verdes Mares (SVM), afiliada da Globo no Ceará. Formada pela Universidade de Fortaleza (Unifor), a designer de moda conta curiosidades da profissão – e até perrengues.

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Para começar, Mariana fala sobre as principais atividades do trabalho nos bastidores da redação. “A minha função principal é a arara que reúne todas as peças que os apresentadores vão precisar vestir naquele dia. Atualmente, vou para as lojas pegar as peças e trago pra provar nos apresentadores. A curadoria é toda feita por mim. Saio das lojas cheia de roupas. Trabalhamos com lojas parceiras”, explica.

Arara preparada por Mariana Azevedo nos bastidores do SVM (Foto: Arquivo Pessoal)

A designer de moda ainda explica a diferença de funções entre o produtor de moda e o figurinista na empresa. “A minha atual supervisora, que é a figurinista, cuida mais da parte burocrática. Ela também prova roupa, mas trabalha de forma interna, exemplo: o horário das pessoas que vão se maquiar e mudanças na escala dos jornalistas. Tudo isso é em contato com ela. Sou mais o lado operacional da coisa e tenho autonomia, mas ela sempre me dá feedbacks”.

Arregaçando as mangas

Contando com o ritmo frenético de uma redação jornalística, como será a carga horária de uma produtora de moda nesse meio? “A gente sempre trabalha com dois dias de antecedência. Se hoje é quinta, a arara de segunda já tem que estar pronta por causa do fim de semana. Assim, fica tudo organizado. Os apresentadores do Bom dia Ceará, por exemplo, começam a se arrumar às 4h e não tem ninguém do figurino nesse horário, só a maquiadora. Trabalho pela manhã e a tarde para conseguir ir nas lojas e pegar os apresentadores para a prova”.

“A televisão me ensinou que você tem que deixar as coisas perfeitas, sem margem para erros. Principalmente, quando selecionamos roupas para um programa que começa às 6h”,

diz Mariana Azevedo.

Vestindo em média de 30 a 50 pessoas por dia, a equipe do figurino é responsável por todas as roupas dos profissionais do SVM, incluindo TV Verdes Mares, Diário do Nordeste e G1. “Vestimos até o pessoal da rádio quando eles vão para eventos”.

Mariana partilha trajetória na equipe de figurino (Foto: Arquivo Pessoal)

Curadoria das peças

Abrangendo do visagismo à preferências dos profissionais, a escolha das peças que são apresentadas diante das câmeras passa por uma seleção cuidadosa, começando pelas cores. “Cada cenário é um cenário. Quando eu vou escolher uma peça para Raíssa Câmara, que é do Bom Dia Ceará, não posso escolher nada na cartela do amarelo porque a iluminação do Bom Dia é amarela. A Taís Lopes, do CE 2, nunca vai usar azul marinho porque é a cor do cenário dela. Não podemos camuflar o apresentador”, comenta Mariana.

Raíssa Câmara, apresentadora do Bom dia Ceará (Foto: Reprodução/Instagram)

“Toda vez que eu vou pegar uma roupa, eu não penso só no corpo, não penso só na modelagem, penso em tudo. Tenho que pensar na cor, nas formas. No jornal da manhã, consigo colocar um jeans, mas eu não boto uma peça dessas no CETV 2ª edição e, geralmente, não usamos branco porque pode estourar na tela. Muitas coisas a gente foi percebendo com o tempo. Então, eu entro na loja com muita informação na minha cabeça, partilha a produtora de moda.

Taís Lopes, apresentadora do CETV 2ª edição (Foto: Reprodução/Instagram)

Mariana também ressalta que a equipe do figurino leva em consideração as preferências dos jornalistas. “A gente entende que vestimos pessoas. Claro que temos que seguir um padrão, mas existe sim essa questão de ouvir. Por exemplo, a Taís Lopes não gosta da combinação rosa com o preto. Aí, eu vou colocar a moça para apresentar um jornal com audiência altíssima se sentindo mal? De forma nenhuma. A gente tem essa troca e acho que é isso que faz um grande sucesso”, revela.

Nesse fluxo intenso, lógico que perrengues não poderiam faltar, e nessas horas a agilidade é mais que necessária. “Teve um dia que a apresentadora estava maravilhosa, toda arrumada. Foi ao banheiro e encostou em alguma coisa que manchou o vestido. Ela ia entrar na hora e voltou desesperada. Lembro que eu tinha acabado de chegar. Em poucos minutos tivemos que conseguir outra peça que dava certo pelas cores do cenário dela. A televisão é muito programada, mas a gente sabe que a vida é feita de imprevistos”.

Foco na carreira

Se interessou pela produção de moda? Mariana dá dicas para quem deseja embarcar nessa aventura. “Acredito que você precisa ser muito curioso e pesquisar bastante televisão. Estudei muito”. Graduada em Design de Moda, pela Universidade de Fortaleza (Unifor), ela afirma que a experiência acadêmica contribuiu para a inserção no mercado. “Comecei o curso em 2018 e no segundo semestre passei para a seleção como estagiária no SVM”.

“Cheguei em um momento da vida que pensei ‘preciso ter uma graduação pra entrar no mundo da moda’. Comecei a pesquisar o mercado e vi que a Unifor poderia me dar mais chances. A instituição sempre estava envolvida em eventos e quando eu entrei quis viver tudo. Fui para o Dragão Fashion, fiz trabalho voluntário e em todos os eventos eu estava metida. Nesse meio, a gente precisa ser vista”, aconselha.

Hoje, Mariana Azevedo cursa MBA em Neuromarketing na Unifor, visando uma nova possibilidade para a carreira no futuro. “Já avisei para os meus professores que um dia eu voltarei como professora”, finaliza.

(Foto: Arquivo Pessoal)

Assim como a Mariana Azevedo, você pode realizar o sonho da graduação na Universidade de Fortaleza (Unifor), uma das três melhores do Brasil entre as universidades com menos de 50 anos, segundo o ranking da Times Higher Education.

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