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Anvisa aprova uso emergencial das vacinas CoronaVac e de Oxford no Brasil

Por Redação
Anvisa aprova uso emergencial das vacinas CoronaVac e de Oxford no Brasil
A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, foi a primeira pessoa a ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil (Foto: Reprodução/Instagram))

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade, na tarde deste domingo (17), os pedidos de uso emergencial no Brasil das vacinas CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac, e AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford com a Fiocruz. Os dois imunizantes são os primeiros aprovados no País no combate à Covid-19.

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As vacinas serão usadas preferencialmente para uso em programas de saúde pública e, inicialmente, destinado para imunização de pessoas de grupos de risco como indígenas, idosos e profissionais de saúde. A diretoria da Anvisa decidiu pela liberação emergencial durante reunião que durou cerca de cinco horas.

Durante a manhã e o início da tarde, ambas as vacinas foram recomendadas pela gerência técnica da Anvisa. Depois, a diretora da Anvisa e relatora dos pedidos, Meiruze Sousa Freitas, votou pela aprovação da AstraZeneca e da CoronaVac.

Na sequência, os diretores Romison Rodrigues Mota, Alex Machado Campos e Cristiane Rose Jourdan Gomes, além do diretor-presidente da agência, Antônio Barra Torres, seguiram a relatora, liberando o uso dos imunizantes contra a Covid-19.

O imunizante CoronaVac, uma das vacinas aprovadas, foi desenvolvido pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac (Foto: Divulgação)

Ao proclamar o resultado, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou: “Essas vacinas estão certificadas pela Anvisa, foram analisadas por nós brasileiros por um tempo, o melhor e menor tempo possível. Confie na Anvisa, confie nas vacinas que a Anvisa certificar e quando ela estiver ao seu alcance vá e se vacine”.

“A imunidade com a vacinação leva algum tempo para se estabelecer. Portanto, mesmo vacinado, use máscara, mantenha o distanciamento social e higienize suas mãos”,

orientou Antônio Barra.

Com o aval do uso emergencial, o Brasil já pode, em tese, aplicar os imunizantes. A medida vale a partir do momento em que a decisão for publicada no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer neste domingo. O Butantan já tem 10,8 milhões de doses disponíveis para aplicação, enquanto a Fiocruz aguarda chegada do imunizante vindo da Índia, ainda sem data prevista.

O início da imunização dependerá, porém, da organização da campanha e da logística de distribuição de doses. A expectativa do Ministério da Saúde é começar a vacinação nesta semana. Segundo o prefeito de Fortaleza, Sarto Nogueira, a imunização em Fortaleza deverá começar na próxima quarta-feira (20). A confirmação, via redes sociais, se deu após a reunião do Fórum Nacional de Prefeitos (FNP) com o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, realizada na quinta-feira (14).  

A decisão da aprovação do uso emergencial, de acordo com a Anvisa, se baseou em pareceres de áreas técnicas. A agência afirma que irá publicar em seu site os parâmetros aprovados para cada vacina.

Linha de frente

Após a aprovação do uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, foi a primeira pessoa a ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil. Ela recebeu o imunizante Coronavac, desenvolvido pelo Instituto Butantan, no Hospital das Clínicas de São Paulo, neste domingo (17).

Mônica Calazans foi imunizada logo após a liberação da Anvisa. Na foto, ela está ao lado de João Doria (Foto: Reprodução/Instagram)

Ao lado do governador de São Paulo, João Doria, Mônica foi vacinada em momento emocionante e comemorou. A enfermeira tem perfil de alto risco para complicações da Covid-19, já que é obesa, hipertensa e diabética. Há oito meses ela trabalha na linha de frente do combate ao coronavírus no Hospital Emílio Ribas.

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