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Audiovisual está passando por uma reformulação, avalia Glauber Filho

Por Jacqueline Nóbrega
Audiovisual está passando por uma reformulação, avalia Glauber Filho
Além de professor, Glauber Filho é diretor de filmes como “As mães de Chico Xavier” e “Bezerra de Menezes: O Diário de Um Espírito" Foto: Ares Soares/Divulgação

Professor do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade de Fortaleza (Unifor) e diretor de filmes como “As mães de Chico Xavier” e “Bezerra de Menezes: O Diário de Um Espírito“, o roteirista cearense Glauber Filho avalia que o isolamento social, imposto pela pandemia do novo coronavírus, tem estimulado a demanda de conteúdos audiovisuais em diversas plataformas, e que o segmento está passando por uma reformulação, apesar dos efeitos negativos devido à paralisação das produções e fechamentos das salas de cinema. Nesta sexta-feira (19) em que se celebra o Dia do Cinema Brasileiro, Glauber faz uma análise positiva do setor: “É uma economia, que apesar de tudo, aponta um cenário positivo. Quando esse momento pós-pandemia passar, teremos uma retomada crescente“, projeta.

“Já vinha uma tendência na diminuição dos espaços físicos, devido ao consumo do streaming. A pandemia acelerou isso, colocando mais uma condicionante, que são justamente as questões de biossegurança”, explica. No entanto, ele é positivo: “Nesse cenário que paralisa uma produção, que coloca um ponto de interrogação na sala de exibição, a gente também consegue enxergar uma demanda crescente de conteúdo audiovisual em outras janelas, que é justamente os streaming. A gente está passando por uma reformulação do negócio de produção audiovisual, e a tendência é aumentar”, afirma.

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O professor reforça que uma tendência será apostar em exibições abertas. “É óbvio que aquele modelo de salas de cinema que nós tínhamos não irá retornar tão cedo. Existirá uma adequação dos espaços, diminuindo a quantidade de pessoas por salas, por exemplo. Os drive-in e as exibições abertas vão voltar”, pontua.

Mudança no calendário

Ainda devido à Covid-19, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou, na última segunda-feira (15), que o Oscar 2021, que aconteceria em fevereiro, foi adiado para o dia 25 de abril.

A organizadora da maior premiação do cinema americana também afirmou que filmes que estrearem até o dia 28 de fevereiro poderão concorrer à 93ª edição do evento. O professor Glauber Filho destaca que a decisão foi acertada. “Tudo está sendo adiado. O Oscar é um festival de mercado, então ele é impactado diretamente pela questão das salas de exibição. Se você tem salas de exibição paradas no momento, eles não podem trabalhar a lógica de mercado. Esse adiamento, eu acho, pode está sujeito a outros adiamentos, dependendo da evolução dos tratamentos da Covid, se vai ter vacina ou não, e a readequação das salas”.

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