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Brasileiras na Europa contam experiências de lockdown no exterior

23 mar 2021 | Notícias

Por Jacqueline Nóbrega

Antes da segunda onda da pandemia de Covid-19 chegar ao Brasil, no início de 2021, países da Europa já submetiam as populações a mais um lockdown para conter a alta de casos da doença, medida que segue em vigor, mesmo com o avanço da vacinação. Na França, na Inglaterra, Alemanha e Portugal, brasileiras que escolheram a Europa como lar compartilham como tem sido a experiência de um novo confinamento.

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A jornalista Patrícia Nielsen deixou o cargo de apresentadora do CETV 2ª edição, da TV Verdes Mares, em novembro do ano passado, rumo a um nova fase da vida: morar em Londres, na Inglaterra, com o marido e as duas filhas. A família desembarcou no destino em 7 de fevereiro de 2021, uma semana antes de entrar em vigor a obrigatoriedade de isolamento em hotéis. 

“Ainda assim tivemos que permanecer isolados em casa por 10 dias. Quando chegamos, apenas serviços essenciais estavam autorizados a funcionar. Saídas permitidas uma vez ao dia para se exercitar. Na semana passada iniciaram o plano de relaxamento com a reabertura de escolas. Minhas filhas iniciaram então a adaptação na nova escola”, relatou a jornalista ao Site MT

A família de Patrícia Nielsen desembarcou em Londres em fevereiro de 2021, uma semana antes de entrar em vigor a obrigatoriedade de isolamento em hotéis. (Foto: Reprodução/ Instagram)

Patrícia ainda explicou que o governo britânico concede vários tipos de auxílio financeiro para quem está em casa sem trabalhar.  “O que mais chama a atenção e mantém as empresas ainda abertas é o auxílio que garante o pagamento de salários a milhares de trabalhadores em todo o Reino Unido”, reforça.

Segundo ela, o benefício é direcionado às empresas e ajuda a manter o emprego de muitos trabalhadores, e foi prorrogado até setembro deste ano, mesmo com o plano de reabertura econômica previsto para acontecer até o verão.  

Dedicando-se atualmente a um novo momento da carreira, mais focada no estudos e trabalhando remotamente, de casa, Patrícia Nielsen está também focada na adaptação das filhas no país britânico. “Por enquanto essa é a minha prioridade. Tenho aproveitado as horas em que elas estão na escola para focar nos meus projetos. Sou apaixonada pela comunicação, sinto falta da rotina de redação, mas agora estou me permitindo viver esse momento de aprendizado, de ressignificação, aberta a novas possibilidades”.

Lazer comedido

Morando na França há dois anos, a também jornalista Raíssa Hilgenberg hoje reside em Grenoble, cidade conhecida como porta de entrada dos Alpes Franceses. Há um ano, ela viveu o primeiro lockdown, que durou dois meses. Depois desse período, conta, a situação melhorou e era possível até viajar. No entanto, em outubro do ano passado, os franceses iniciaram um segundo período de isolamento rígido, com medidas mais rigorosas que perduram até hoje. 

Raíssa Hilgenbeng mora em Grenoble, na França (Foto: Arquivo pessoal)
Em outubro do ano passado, os franceses iniciaram um segundo período de isolamento rígido, com medidas mais rigorosas que perduram até hoje. (Foto: Arquivo Pessoal)

“Temos toque de recolher das 18h às 6h; bares, restaurantes, museus e academias, por exemplo, não funcionam desde outubro do ano passado; e lojas e shoppings de grande porte também estão fechados. Apesar de todas essas restrições, ainda é possível ter uma rotina de lazer, como ir em parques ou encontrar amigos de vez em quando, mas nada como antes”, comenta Raíssa.

Apesar da flexibilização com as rotinas de lazer, não tem sido possível viajar, ainda que dentro da própria França, uma vez que muitos voos e linhas de ônibus e trens não estão funcionando normalmente, explica a jornalista.

“O número de casos e mortes estão altos no país, mas estáveis, e o governo decidiu na última semana que apenas o norte da França terá um terceiro lockdown, no entanto mais brando que os dois anteriores. Enquanto isso, vamos tentando viver de forma mais tranquila e consciente possível”, pondera.

Esperança pelo retorno

Na Alemanha, a administradora Regina Timbó, que vive em Berlim, conta que até outubro do ano passado a situação estava melhor na cidade. No mês seguinte, veio o isolamento que ela define como “lockdown light”. Em dezembro de 2020, no entanto, tudo mudou.

Regina Timbó contou que só pode receber uma pessoa da família por vez em casa (Foto: Arquivo pessoal)

“Fecharam, escolas, shoppings, lojas, inclusive com rígidas restrições para encontros no Natal e Ano Novo. Bares, restaurantes, cinemas, boates já tinham sido fechados desde novembro. Nesse primeiro trimestre de 2021 continuamos com as mesmas medidas, prorrogadas a cada três semanas”, descreve.

Em março, as escolas reabriram, mas com poucos alunos e em dias alternados, e o país agora elabora um plano de abertura do comércio e da cultura, caso as taxas de incidência da Covid-19 sigam estáveis, acrescenta ela.

Regina explica que em casa só é permitido receber uma pessoa da família por vez, e ainda não é permitido aglomerar em locais ao ar livre. Na expectativa para o fim da pandemia, ela espera viajar ao Brasil para “abraçar a família e reencontrar amigos”.

“Mesmo em meio a perdas e dores , que a esperança siga renovada para sermos capazes de nos refazermos e reconstruir um modelo melhor de sociedade”, projeta Regina. 

Resultado do relaxamento

A jornalista Caroline Ribeiro vive em Lisboa desde 2015 e lembra do dramático janeiro de 2021, quando Portugal enfrentou o pior momento da pandemia. “Foi quando houve mais mortes, mais infectados, mais internamentos. O SNS, equivalente ao SUS do Brasil, quase entrou em colapso. Tudo isso, segundo os especialistas, foi resultado do relaxamento das medidas preventivas durante as festas de fim de ano, somando-se às novas variantes dos vírus que começaram a circular”, contou.

A jornalista Caroline Ribeiro lembra que Portugal viveu o pior momento da pandemia em janeiro (Foto: Arquivo pessoal)

A solução foi adotar novamente o lockdown. Segundo ela, Portugal parou por 59 dias. “Ficamos confinados em casa, com tudo fechado, escolas paradas. Foi mais um baque para a economia, mas também para a rotina de muitas famílias, em vários aspectos. No entanto, deu resultado”, garante.

O país começou o plano de desconfinamento em 15 de março, numa operação dividida em quatro fases, para minimizar os riscos. “O governo é bem claro e diz que tudo pode ser interrompido caso os índices voltem a piorar”, alerta Caroline.

Ela ainda explicou que, como todos os países, em Portugal também acontecem manifestações contrárias às medidas que impõem o fechamento de diversos setores.  “Principalmente aqueles dos quais a economia portuguesa mais depende, como os ligados ao turismo. Houve pressão, mas o governo contou com o apoio da maioria dos partidos políticos, mesmo com pontos de divergência”.

“A população obedeceu exemplarmente no primeiro confinamento, tanto que Portugal virou exemplo internacional naquela época. Agora, sinto que o cansaço fez com que algumas medidas não fossem adotadas logo de início, mas não há nenhuma situação que se compare ao que vemos acontecer no Brasil”, lamenta. 

Desde janeiro deste ano, Portugal suspendeu voos com destino ao Brasil ou que saiam daqui, medida prevista para durar até o fim de março. “Considero que as restrições ao tráfego aéreo são medidas estratégicas agora, já que as variantes do vírus continuam a se espalhar”, conclui Caroline.

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