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Cearense integra projeto que estimula independência financeira das mulheres

Por Jacqueline Nóbrega
Cearense integra projeto que estimula independência financeira das mulheres
Para atuar no "Ela Pode" como voluntária, a cearense Camila passou por uma seletiva nacional em 2018

Empreendedora social e especialista em empreendedorismo e gestão, a cearense Camila Flor de Liz é uma das multiplicadoras do projeto “Ela Pode” no Ceará. O programa, uma iniciativa do Instituto Rede Mulher Empreendedora com o apoio do Google, quer capacitar mulheres brasileiras para garantir independência financeira e poder de decisão sobre seus negócios e vidas. As capacitações são oferecidas gratuitamente para mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Para atuar no “Ela Pode” como voluntária, a cearense passou por uma seletiva nacional em 2018. “Hoje já somos mais de 240 multiplicadoras no Brasil. Ao final de dezembro de 2020 serão 135 mil mulheres capacitadas no Brasil por meio do projeto”, explica sobre a meta. A multiplicadora conta que nos cursos oferecidos às mulheres são abordados temas como liderança, comunicação assertiva, marca pessoal, rede de networking, relacionamento da mulher com as finanças, negociação e ferramentas digitais.

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A cada aula que ministra, Camila conta que se conecta com a história das pessoas que conhece. “Gosto de me envolver e envolver as famílias, os parceiros, a rede de relacionamento porque ninguém faz nada sozinho. Ouço várias histórias de mulheres que estavam em depressão, que não tinham incentivo e/ou apoio em casa, e que estavam ali presentes porque sentiam em seu coração que a partir dali muita coisa mudaria. Hoje elas estão começando uma jornada empreendedora com maior confiança em si e potencializa uns aos outros”.

Camila é uma das 240 multiplicadoras do programa no Brasil

Parcerias são fundamentais

Além de Fortaleza, com o apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), o “Ela Pode” já chegou à cidades como Paracuru e Morada Nova, mas a multiplicadora explica que precisa de parcerias para que o programa atinja mais pessoas do interior do Ceará. “Vale ressaltar que as multiplicadoras são voluntárias, então é fundamental que haja parcerias para que possa fazer essa articulação de espaços para receber o ‘Ela Pode’, mobilizar as mulheres à participarem, apoiar com equipe de apoio, brindes, almoços e lanches, por exemplo”.

Quem tiver interresse em saber mais detalhes, pode entrar no site do programa. É lá onde também acontecem as inscrições. “Caso as mulheres não tenham acesso, o parceiro é fundamental nesse momento, pois a inscrição passa a ser presencial e é realizada na sede ou no espaço cedido por ele, que também se disponibiliza à ajudar no preenchimento do questionário base”.

Camila, que também trabalha com projetos sociais, esportivos e educacionais em Fortaleza, disse que sua grande inspiração para participar de projetos como o “Ela Pode” foi sua avó, Terezinha. “Ela me fazia acreditar no meu potencial e dizia: ‘Camila, nunca deixe ninguém dizer que você não é capaz, que você não pode’. O que você quer fazer? O que você quer ser? Sempre me estimulou a ser corajosa, independer de homem. Para mim, antes de qualquer referência externa, vou honrar minhas raízes”, finaliza.

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