Cearense Mariana Montenegro aposta em projeto de decoração com vivência multissensorial

Por Jacqueline Nóbrega
Cearense Mariana Montenegro aposta em projeto de decoração com vivência multissensorial

Aos 36 anos, Mariana Montenegro é arquiteta e paisagista de formação e, há pouco mais de um ano, começou um projeto de experiências multissensoriais que tem ganhado admiradores na Capital, o Sensorial Fortaleza. A ideia era incentivar pessoas que gostam de receber e se aventurar na cozinha, compartilhando dicas de decoração, comida e bebida para diferentes ocasiões.

Foi assim que nasceram os cursos que ela leciona, como o “Adivinha quem vem para o jantar”, em que a cearense chama uma amiga e, essa amiga, chama uma terceira pessoa, que ela pode ou não conhecer, para juntas baterem um papo sobre algum tema pré-estabelecido, montar a decoração da mesa e cozinhar.

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“Não queria fazer um curso ensinando apenas a montar a mesa, queria algo completo, uma experiência que fosse construída até o momento em que todos sentam à mesa para desfrutar o que foi produzindo. A intenção é transformar o mais simples encontro em sua casa num momento especial, sem frescura ou regras rígidas. O que prevalece é o carinho e o aconchego. Para mim receber bem é deixar os convidados à vontade”.

O nome do curso “Adivinha quem vai para o jantar”, aliás, foi uma sugestão de sua sogra, a jornalista e escritora Celma Prata. “Ela e os amigos fizeram algo parecido durante um ano. A ideal original se transformou um pouco para se adequar a proposta do Sensorial”, conta.

Botar a mão na massa

A proposta de Mariana com o Sensorial vai muito além de apenas prestar um serviço e, sim, fazer as pessoas botarem a mão na massa. Além dos cursos, agora ela faz decoração de eventos, mas com um critério: “Atendo até 30 pessoas, com uma característica importante e indispensável: a participação do anfitrião, seja fazendo junto comigo as tags, uma lembrança, qualquer coisa manual”.

Detalhes que encantam

Quem acompanha o trabalho da arquiteta, nota logo referências nórdicas, do minimalismo e da simplicidade. “Priorizo muito o que é natural, de verdade, e se vier da nossa terra, melhor ainda. Em decorações de Natal, por exemplo, usei folhas de cajueiro, sementes de flamboyant e acácia, flor de cedro e muitas outras referências brasileiras e cearenses. Estou sempre usando o barro, palha e a madeira”, pontua.


A partir de seu projeto, Mariana identificou que muitos fortalezenses não conheciam o Centro, por isso resolveu montar um passeio de visita ao bairro. “O Centro é quente, às vezes lotado, mas é incrível, você acha de tudo! No passeio, levo as pessoas para conhecerem as lojas de fornecedores que eu frequento, passando pelas principais praças. No fim do tour, lanchamos pastel com caldo de cama. Quem não ama?”.

Inspiração que veio de família

O gosto pela decoração não é a toa. Mariana conta que sua mãe é a maior festeira que ela conhece. “Ela adora reunir pessoas e recebe como ninguém! É daquelas que usa a melhor louça e o faqueiro de prata, filho único, no dia a dia. Ela diz: ‘Para quê deixar isso guardado? Vamos aproveitar!’. Além dela, minha avó paterna tinha inúmeras habilidades manuais e cozinhava como ninguém! Anunciada teve 10 filhos. Imagina a criatividade que ela tinha que ter para manter esse povo todo ocupado! Ela bordava, fazia ponto de cruz, e até os 90 anos pintava porcelana. Dela herdei muitas receitas”.

A arquiteta, que reduziu o número de clientes para conciliar com o Sensorial, começa 2020 cheia de planos para seu projeto, entre eles tornar o negócio sustentável: “Quero que ele seja capaz de crescer tendo colaboradores para me ajudar e disponibilizando cada vez mais cursos. Também quero fazer parcerias com outros chefs e abranger mais os temas que hoje se restringem a países ou regiões com a culinária forte. Tenho, ainda, um sonho de fazer um ‘Sensorial’ em homenagem aos meus compositores favoritos, como Cartola, por exemplo, já pensou? Um espaço aberto, comidinhas brasileiras, cervejinha, caipirinha e Cartola, precisa de mais alguma coisa?”, finaliza.

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