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Crise impulsiona vendas do setor de embalagens, destaca Hélio Perdigão

Por Itallo Rocha
Crise impulsiona vendas do setor de embalagens, destaca Hélio Perdigão
Conforme o empresário, os setores que mais tiveram destaque na pandemia foram os que trabalham fornecendo embalagens para o setor alimentício. (Foto: Alex Campêlo)

Apesar da crise econômica em razão da pandemia, alguns setores foram impulsionados diante do aumento exponencial das vendas online durante a quarentena. Um deles foi o de embalagens, que teve de elevar a produção para atender à demanda, segundo revelou o presidente do Sindicato das Indústrias de Papel, Papelão, Celulose e Embalagens do Ceará (Sindiembalagens), Hélio Perdigão.

Conforme o empresário, os setores que mais tiveram destaque na pandemia foram os que trabalham fornecendo embalagens para o setor alimentício. Os recipientes mais buscados, pontua, foram papelão, termomoldagem (embalagens de plástico), sacos plásticos, água mineral e alumínio. Em contrapartida, afirma, as empresas menos buscadas foram as que fornecem para o setor têxtil e de calçados.

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“Ninguém pode falar que o setor não sofreu, porque seria difícil. Não fomos mais afetados, mas, sim, sofremos. Diria que para a maioria não foi ruim, e que de 60% a 70% das empresas foi razoável. A expectativa é que o país volte ao normal para que possamos crescer e gerar mais empregos. O Brasil tem grandes oportunidades de crescimento”, diz o presidente do Sindiembalagens.

Indústria 4.0

Hélio Perdigão acredita que até o fim deste ano setor de embalagens no Ceará estará totalmente recuperado da crise econômica ocasionada pela pandemia, e que este volta a crescer em 2021, que, avalia, deverá ser um ano muito bom para a indústria e para o Brasil em um modo geral. “Nosso setor é bem diversificado. Em um ano de pandemia, se crescermos 10%, acho muito bom“, prospecta.

Quando houver a retomada total das atividades econômicas, salienta, as companhias devem focar na digitalização dos processos efetuados, investindo em modernização para se adequar aos novos padrões do mercado. “Acho que as pessoas voltarão a pensar nisso até o fim do ano, porque é caro. Isso é fundamental para a sobrevivência das empresas, e a indústria não tem como fugir dessa realidade”, ressalta o presidente do Sindiembalagens.

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