Crise torna-se aliada e faz Somapay expandir operações em meio à pandemia

Por Redação
Crise torna-se aliada e faz Somapay expandir operações em meio à pandemia
Os novos contratos são de empresas do estado do Ceará. A startup pretende atuar em todo o Nordeste e competir com gigantes do mercado. (Foto: iStock)

O avanço do novo coronavírus no país ocasiona turbulências no mercado financeiro, acarretando em uma série de incertezas. A crise, no entanto, se torna aliada de empresas de inovação e tecnologia, por exemplo. Nas últimas semanas, a fintech cearense Somapay notou uma expansão nas operações, o que acena para um 2020 promissor, mesmo diante ao cenário atual, aponta a instituição.

De acordo com o presidente da marca, Fernando Gurgel, as novas parcerias firmadas são com empresas do estado do Ceará, que buscaram a fintech com o objetivo de tornar online o pagamento de salário dos funcionários, serviço que, conforme o presidente da instituição, é o carro-chefe da Somapay.

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Ele ressalta que, para o mercado de fintechs em si, é um momento de oportunidades, já os clientes têm acesso aos serviços pela internet, no aplicativo ou no site da empresa. Tempos de crise, destaca, abrem espaço para buscar soluções que as fintechs oferecem. A startup pretendia expandir as operações para outros estados do Nordeste entre abril e maio. Contudo, os planos tiveram de ser adiados devido à pandemia do novo coronavírus.

Fernando Gurgel acredita que a Somapay expandirá em duas vezes as operações até o fim deste ano. O objetivo da empresa é atuar em todo o Nordeste (Foto: SVM)

Na última quinta-feira (2), o Conselho Monetário Nacional autorizou o Banco Central a conceder empréstimos a instituições financeiras tradicionais do país. A expectativa é que haja uma injeção de R$ 670 bilhões na economia. Embora a decisão não contemple as fintechs, o presidente da Somapay entende que a providência tomada é justa, uma vez que os bancos líderes em concentração de ativos no Brasil podem fazer com que o efeito contracionista na economia não seja tão grande.

“Realmente é uma situação que nos prejudica, mas o Governo Federal, que sempre apoia as fintechs, deu atenção aos tradicionais porque eles têm a maior fatia de mercado. Estão procurando resolver uma situação emergencial. Não vejo isso como algo que vá mudar as diretrizes atuais. Eles devem continuar nos apoiando, pois almejam que o mercado seja cada vez mais pulverizado“, reconhece Fernando Gurgel.

Projeções

O presidente da fintech cearense destaca que a empresa reavaliará o crescimento de 2020. Entretanto, pontua Fernando Gurgel, o valor não terá queda significativa, uma vez que a empresa está conseguindo driblar a crise. A instituição prospecta duplicar o número de clientes até o fim do ano e expandir as operações para outros estados do Nordeste para concorrer com gigantes do mercado financeiro.

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