Empoderamento feminino é o propósito de vida de Ana Carolina Bichucher

Por Jacqueline Nóbrega
Empoderamento feminino é o propósito de vida de Ana Carolina Bichucher
Carol Bichucher reforça que a equidade de gênero poderia agregar até US$ 28 trilhões ao PIB do Brasil até o ano de 2025 Fotos: Reprodução/Instagram

Ana Carolina Bichucher nasceu em São Paulo, mas com um ano veio morar no Ceará. Inspirada pelo pai, que possui franquias de uma rede de fast food americana em solo cearense, sempre quis ter seu próprio negócio. Apesar de já ter passado pela área de comunicação, hoje participa da empresa da família. Sua grande missão, além de empreender, é disseminar o empoderamento feminino.

“Felizmente 53% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres nos restaurantes da Arcos Dorados no Brasil. O McDonald’s sempre abraçou a diversidade, por isso eu consigo me identificar tanto com a empresa. Além de dar treinamentos falando sobre feminismo, assédio, ética, sexualidade, DST’s, vamos começar a fazer vários projetos voltados mais para a saúde mental e para as grávidas. São pequenas ações, mas que tem grande impacto na cultura da empresa”.

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Ainda de acordo com Carol, o machismo é um problema estrutural na sociedade e isso, segundo ela, acaba atrasando o movimento de empoderamento. “Crescemos nos sentindo inferiores aos homens, dizem que não podemos ser tão inteligentes, autênticas, independentes financeiramente, que precisamos casar e ter filhos para ter ‘sucesso’. Mas, por outro lado, vejo cada vez mais as pessoas se engajando com a causa do feminismo… Empresas fazendo ações, movimentos nas redes sociais, na mídia, sororidade, homens apoiando a causa, maridos e pais mais presentes, etc. Aos poucos vamos nos empoderando, lutando pelos nossos direitos, nos aceitando, crescendo nas empresas, empreendendo, investindo na bolsa, e isso só tende a crescer!”.

Carol em recente palestra que deu em Fortaleza sobre empoderamento feminino

A jovem diz que começou a se interessar pelo tema ainda na infância e que seus pais sempre a apoiaram a ser tudo que queria. “Morei em São Paulo e, quando voltei a trabalhar no Ceará, senti fortemente o machismo, até por parte das mulheres. Fui estudando mais a fundo, até que eu vi que na época o Ceará era o 2º estado com o maior índice de feminicídio do País. Ali foi o ápice! Precisava fazer alguma coisa”.

Hoje, Carol defende o tema por onde passa, inclusive em palestras, e reforça que a equidade de gênero poderia agregar até US$ 28 trilhões ao PIB do Brasil até o ano de 2025.

Referências na família

Em sua vida pessoal, destaca as mulheres fortes e com personalidade da família como referências femininas. Na profissional, mulheres que têm feito a diferença, seja em que segmento atuam, como Cristina Junqueira (co-fundadora do Nubank), Rachel Maia (CEO da Lacoste e uma das mulheres mais poderosas do País), além de Melinda Gates, Oprah e Michelle Obama.

Para quem quer se aprofundar no assunto, indica o livro “O momento de voar“, de Melinda Gates. “Pra quem quer começar a entender a importância da mulher para o mundo, esse é essencial”. Já quem gosta de filme, ela cita uma lista que pode virar entretenimento durante o período de isolamento social que estamos vivendo: “As Sufragistas”, “A Dama de Ferro”, “O Sorriso de Monalisa” e “Eu Não Sou um Homem Fácil”.

Carol, que já fez parte de uma startup que prega uma sociedade mais livre e igualitária, confessa que ama inovação e tecnologia. “Um dos maiores sonhos que já realizei foi passar 1 semana no Vale do Silício há 2 anos. Acredito que a tecnologia vai salvar o mundo, então viva as startups! Não minto que seria incrível voltar para esse mundo”.

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