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Federação Cearense do Terceiro Setor vai unir e potencializar trabalho social

Por Redação
Federação Cearense do Terceiro Setor vai unir e potencializar trabalho social
Primeira Diretoria eleita da Federação Cearense do Terceiro Setor (Foto: Divulgação)

Na última quinta-feira (29), em assembleia geral no Instituto da Primeira Infância (Iprede), foi oficialmente criada a Federação Cearense do Terceiro Setor (FTS), iniciativa que visa unir e potencializar às instituições que desenvolvem projetos sociais com finalidades públicas no Ceará. Na ocasião, foi eleito o primeiro Diretor Presidente da Federação: Sulivan Mota, atual presidente do Iprede. 

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Em entrevista ao Site MT, Sulivan Mota frisou que a Federação surge, também, para representar as entidades cearenses do Terceiro Setor, como as Organizações Não Governamentais (ONGs), que, segundo ele, chegam onde as ações governamentais nem sempre são suficientes, e, mesmo assim, não eram devidamente reconhecidas por falta de uma entidade oficial que as representasse.

 “[O Terceiro Setor] tem uma capilaridade imensa, bem como uma variação de atividades que vão desde uma assistência aos idosos e crianças até instalação de hospitais, administração e gestão de unidades. É um setor que não tinha uma representatividade. É muito reconhecido pela sociedade ao citar as entidades de forma individual, mas de forma coletiva é desassistido”, ponderou o diretor presidente. 

Durante a assembleia geral de criação da Federação Cearense do Terceiro Setor, Sulivan Mota foi eleito o primeiro diretor presidente. (Foto: Arquivo/MT)

Conforme Sulivan Mota, a oficialização das Federações do Terceiro Setor é uma iniciativa nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que chega oficialmente ao Ceará e à Fortaleza após quase dois anos de estudos e visitas às entidades do Terceiro Setor cearense. “[Depois] da preparação do edital, local de funcionamento, elaboração dos objetivos e da missão [da Federação], foi instalada a primeira assembleia realizada no Iprede”, conta ele.

Metas

A ocasião, que contou com dezenas de representantes das entidades cearenses, definiu a primeira Diretoria Executiva da FTS, e também elegeu o Conselho Fiscal, visando representação coletiva do Terceiro Setor, segundo o diretor presidente. “Uma representação dentro da sociedade, mas, também, diante do Primeiro Setor (governo) e do Segundo Setor (empresas privadas), sendo necessário que se intensifique essa articulação com esses setores visando o relacionamento e a parceria público-privado, e até mesmo dentro do Terceiro Setor, de uma entidade com outra para que isso possa dar maior visibilidade ao Terceiro Setor”, defende ele. 

Diretoria Executiva da Federação Cearense do Terceiro Setor (Foto: Divulgação)

Além de dar visibilidade, a iniciativa também busca, conforme pontua Sulivan Mota, fazer com que as entidades conheçam suas oportunidades e diretores diante, principalmente, do Primeiro Setor. “Não só em termos tributários, mas parcerias de trabalho, bem como desenvolvimento de atividades que possam trazer renda para o Terceiro Setor. Nós também temos como objeto profissionalizar, dentro da própria Federação, as entidades do Terceiro Setor do Ceará”, pontua ele a respeito de algumas entidades que podem apresentar algum tipo de carência organizacional.  

Conselho Fiscal da Federação Cearense do Terceiro Setor. (Foto: Divulgação)

Ações

Segundo Sulivan Mota, as diretorias e seus respectivos representantes, irão coordenar as atividades da Federação. “Nós vamos conhecer cada vez mais de perto as necessidades das entidades do Terceiro Setor cearense, vamos levar para a sociedade as ações desenvolvidas pelas entidades para que sejam reconhecidas, vamos promover a organização de gestão e funcional de cada entidade, otimizando todas as possibilidades de crescimento de cada entidade nas parcerias, nas vantagens tributárias, nas formas de captação de recursos”, detalha o diretor presidente. 

Além disso, a Federação, conforme pontua, também vai observar, principalmente no Primeiro Setor o desenvolvimento de políticas sociais que são exercidas pelas entidades do Terceiro Setor. “Junto ao Segundo Setor, vamos mostrar as qualidades das ações desenvolvidas, que são de excelência. Por exemplo, entidades que perpassam a memória do povo cearense e que têm reconhecimento internacional”, finaliza.  

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