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Jeri pretende reconquistar o Turismo até o fim do ano, assegura Ricardo Gusso

Por Itallo Rocha
Jeri pretende reconquistar o Turismo até o fim do ano, assegura Ricardo Gusso
Secretário de Turismo do município destaca que a volta será lenta e gradual, e que a cidade adotará as medidas preventivas necessárias. (Foto: Arquivo Pessoal)

Impactada negativamente pela pandemia, Jijoca de Jericoacoara deposita esperanças na festa de Réveillon para a retomada econômica do local que tem o esporte como força-motriz de arrecadação de verba. O secretário de Turismo do município, Ricardo Gusso, destaca que a volta será lenta e gradual, e que a cidade pretende reconquistar os turistas até o fim do ano, adotando medidas preventivas necessárias.

“Esperamos que o Turismo volte já nos próximos meses, talvez agosto. Claro, dependerá de muitas variáveis. Estou muito esperançoso de termos um percentual grande, não como antes, mas em torno de 60% ou 70%. No Sul, liberaram o funcionamento dos hotéis, que devem cumprir algumas regras. Em Gramado, eles só podem ocupar 50%. Já é um início, e nós esperamos o mesmo: reabrir para que a economia local volte a ser movimentada”.

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Mesmo não havendo planos concretos, o secretário avalia que, se houver a possibilidade de acontecer a festa de Réveillon, os investimentos terão proporções menores aos anos anteriores, em torno de 50%. “Creio que haverá oportunidades, uma redução nos valores de todos. Diárias mais baratas, músicos com cachês não tão elevados. Acredito que será um ano de recuperação, em que o faturamento não será tão visado, e sim a movimentação na economia local”.

Ricardo Gusso avalia que a retomada econômica de Jeri ocorrerá antes que a maioria dos destinos indutores do país, uma vez que a cidade do litoral oeste tem um elevado potencial atrativo de turistas. Mesmo assim, explica, os prazos ainda são indefinidos. Enquanto isso, diz, os sentimentos que perduram entre jijoquenses são preocupação, nervosismo e ansiedade.

Verba

O Governo Federal, narra o secretário, destinará um montante de R$ 2 milhões a Jijoca de Jericoacoara, que será usado na área da Saúde, como compras de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), aparelhos para hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), remédios, além de cestas básicas. Ainda não há data específica para o recebimento do valor, informou o gestor.

Atualmente, o município tem 2 mil famílias em situação de vulnerabilidade social, que recebem cestas básicas da Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara. Ricardo Gusso acrescenta que há grupos ligados à iniciativa privada desenvolvem ações voltadas a pessoas de baixa renda, distribuindo quentinhas e/ou promovendo lives solidárias para arrecadar alimentos para estas.

“Muitos empresários tiveram que demitir, pois não há receita. A preocupação é muito grande com as contas, pois parou a arrecadação, mas as contas continuam chegando. Alguns devem parcelas dos veículos. Há uma movimentação de micro e pequenos empreendedores buscando empréstimos, porém é mais uma dívida. Uma hora terão que pagar”.

A praia de Jeri foi eleita, em 1994, a 4° mais bela da Terra, de acordo com o jornal Washington Post. (Foto: iStock)

Queda na arrecadação

De acordo com o secretário, o Turismo representa 85% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade. Em abril, narra, a queda no Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) foi de R$ 1,5 milhão. O prejuízo, aponta Ricardo Gusso, também foi ocasionado pela diminuição nas transferências do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), do Governo Federal. “Zerou a arrecadação do Turismo, estacionamento na Vila. Houve uma queda brusca na quantidade de recursos que entravam”.

O segundo semestre, garante o secretário, é a época que mais atrai atletas e esportistas, justamente por ser o período dos ventos fortes. Ele acredita que a pandemia modificará a forma de consumo dos turistas, que priorizarão viagens domésticas, nos países onde moram, o que fará com que o turismo internacional seja a última etapa a ser rompida

Concessão

Ainda segundo Ricardo Gusso, pouca coisa andou no que diz respeito à concessão do Parque Nacional de Jeri para a iniciativa privada. O arrendamento, no entanto, deve ocorrer de uma forma ou de outra, pois é um desejo do Governo Federal. “Não sabemos o que está acontecendo lá em Brasília, mas temos em mente que uma hora voltará à tona”.

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O Governo do Estado, ressalta o secretário, acredita que a concessão tem que ser feita por eles, não pelo Governo Federal, e a Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara concorda. “O ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade] ouvirá a comunidade e a prefeitura para que isso aconteça. A prefeitura é muito cautelosa em relação ao assunto. Avaliaremos qualquer proposta, desde que jamais prejudique a comunidade”.

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