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Projeto de lei visa distribuir absorventes para estudantes de escolas e universidades no Ceará

14 jul 2021 | Notícias

Por Redação

Anúncio foi feito em live com a presença da vice-governadora do Ceará, Izolda Cela, o governador Camilo Santana, a primeira-dama Onélia Santana e a secretária de Educação, Eliana Estrela (Foto: Carlos Gibaja)

O governador do Ceará, Camilo Santana, encaminhou, terça-feira (13), um projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Ceará que visa a aquisição e distribuição de absorventes íntimos para estudantes de escolas públicas e universidades estaduais. Cerca de 115 mil pessoas devem ser beneficiadas com a medida, que busca oferecer condições básicas para a higiene menstrual, fator que impacta diretamente nas faltas escolares e no abandono escolar.

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“Temos um grande problema que foi identificado, que é a saúde íntima de estudantes no período menstrual, principalmente nas mais vulneráveis. E para combater o abandono escolar e o constrangimento nas escolas, o Estado vai adquirir absorventes higiênicos e distribuir todo mês para garantir a qualidade na saúde íntima. Esse projeto garante dignidade e direitos humanos”, ressaltou Camilo Santana, durante transmissão ao vivo nas redes sociais.

Para combater a pobreza menstrual nas escolas, o projeto vai criar a “Atenção à Higiene Íntima Menstrual de Estudantes”. Presente durante o pronunciamento, a primeira-dama Onélia Santana enfatizou o teor pioneiro da iniciativa. “É uma ação de cuidado, e de zelo com estudantes, é algo que vem todo mês, então a gente percebe que há indicadores de crianças que não vão à escola por não ter o absorvente. É uma ação que ficará na história do Estado do Ceará, essa ação para estudantes, das escolas públicas até as universidades”.

Camilo e Onélia Santana (Foto: Calor Gibaja)

Questão de saúde pública

Em 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu o direito à higiene menstrual como uma questão de saúde pública e de direitos humanos. A pobreza menstrual, definida como a impossibilidade de acesso a produtos de higiene e outros itens necessários ao período menstrual, foi definida pelo órgão como um sintoma de problemas sociais e de saúde, sendo uma questão vivenciada por 12% da população mundial todos os meses. Já em 2020, uma cartilha desenvolvida pela Unicef intitulada “Menstruação na pandemia e outras coisinhas +” considera a saúde menstrual como um direito humano fundamental e aponta, a partir de dados de 2020, que uma em cada quatro adolescentes brasileiras não têm acesso a absorventes.

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