Projeto do Iprede chega ao terceiro ciclo incentivando o empreendedorismo feminino

Por Jacqueline Nóbrega
Projeto do Iprede chega ao terceiro ciclo incentivando o empreendedorismo feminino
João Victor Furtado, ao lado de Sulivan Mota, presidente do Iprede, e Manu Melo, voluntária que incentivou a criação do "Vai Maria", em 2018, no desfile que encerrou o ciclo 2019 do projeto Foto: Arquivo

O gerente institucional do Instituto da Primeira Infância (Iprede) João Victor Furtado é o responsável pelo projeto “Vai Maria“, que iniciou em 2018, por sugestão de uma voluntária, Manuela Melo. Por meio de um curso de corte e costura, mães e/ou cuidadoras de crianças atendidas pelo Instituto são incentivadas ao empreendedorismo. “As participantes se tornam as grandes agentes de mudança da vida delas e da vida de suas famílias”, explica João.

Em 2020 o projeto chega ao terceiro ciclo, que iniciou esse mês. O pré-requisito para participar, além de ser mãe e/ou cuidadora, é ser maior de 18 anos. João reforça que ver o fortalecimento das mulheres e a mudança que o projeto proporciona em suas vidas é o que motiva a continuar o trabalho.

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“São muitas histórias que nos marcam, que nos motivam e faz nos perguntarmos de onde essas mulheres conseguem tirar tanta força para superar todas as coisas que elas passam. A história de Patrícia é uma delas. E ela sempre teve o sonho de costurar, foi filha de uma costureira, mas pelos desafios da vida não conseguiu seguir os passos da mãe. Patrícia vem de uma realidade de muita luta e resiliência e encontrou no projeto ‘Vai Maria’ a força para reencontrar a costura e mudar sua vida. Hoje Patrícia inspira até seus filhos, que desejam seguir os passos da mãe e ingressar na área”.

João conheceu o trabalho do Iprede quando era criança e há sete anos iniciou sua carreira profissional no instituto Foto: Arquivo pessoal

Negócio social

Em 2020, o projeto se tornou um negócio social, já que as peças desenvolvidas pelas mulheres estão à venda na loja colaborativa Elabore. “A marca tem a finalidade de promover a sustentabilidade do projeto, bem como, proporcionar a primeira renda para essas mulheres. Todo o lucro arrecadado é destinado para esses fins. Como dito pelas próprias mães participantes: ‘No Vai Maria costuramos mais do que roupas, costuramos sonhos‘”.

O gerente institucional conta que seu primeiro contato com o Iprede foi ainda na infância. Há sete anos, no entanto, começou sua trajetória profissional no Instituto, que é presidida pelo Dr. Sulivan Mota. “Apesar de estar tanto tempo atuando na instituição, ainda me sinto tão emocionado como fiquei no primeiro dia em que vi o quão incrível o trabalho feito pelo Iprede era”.

Para 2020, o desejo de João para o projeto, que já inclusive contou com o apoio do Criança Esperança, é promover mais mudanças. “Nesse ano nosso sonhos são igualmente grandes e almejamos que as novas mães do projeto ‘Vai Maria’ tenham o mesmo sucesso das turmas passadas e continuem a revolucionar suas vidas”.

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