Titular da Secretaria Estadual do Desenvolvimento e Econômico e do Trabalho (Sedet), Maia Júnior é um dos gestores à frente da plataforma Ceará Veloz, lançada dia 25 de novembro, pelo governador Camilo Santana. A iniciativa visa acelerar o desenvolvimento econômico do Estado com foco na redução das desigualdades sociais.

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Maia Júnior apresenta plano em reunião de diretoria da Fiec

Em entrevista exclusiva ao Site MT, o secretário traçou um panorama sobre a plataforma que, segundo ele, é na verdade a consolidação de um conjunto de ações que o Governo do Estado já vem desenhando desde janeiro deste ano.

Confira abaixo:

Site MTNo dia do lançamento do Ceará Veloz, foi assinado um decreto para desburocratizar o governo em relação à indústria. Quais as ações estabelecidas nessa medida?

Maia Júnior – Nós formalizamos o trabalho que iniciou por volta de fevereiro, em parceria com a Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará) e o Governo do Estado, para redesenhar todo o processo de abertura, desenvolvimento e fechamento de empresas no Ceará. O CIC (Centro Industrial do Ceará ) entrou com o trabalho de uma consultoria e nós estamos entrando com o processo de governança para que esses processos sejam implantados nas diversas secretarias do Estado, além do processo de digitalização para dar acesso a uma plataforma tecnológica de facilidades para o empresário. Hoje, muita coisa já é digital. Para abrir uma empresa hoje, você não precisa vir ao Ceará, tendo a documentação necessária para anexar na plataforma. Estamos trabalhando agora na questão das licenças anuais, nos certificados, e o processo de fechamento, que ainda é traumático fechar uma empresa no Brasil.

Site MTO que significa exatamente desburocratizar o governo para a indústria?

Maia Júnior – O governador anunciou em dezembro um trabalho de reforma do estado cearense. Não só para preservar a questão fiscal, mas também para modernizar o Estado cearense. O grande projeto desse processo é uma nova gestão de pessoas, que está em curso, qualificar e aumentar a produtividade do servidor público. Queremos tornar o Ceará um governo digital. E dentro disso promovemos transformações em áreas importantes, não só na gestão pública, mas a área social praticamente foi toda reestruturada no sentido de combate à pobreza, como também a área econômica. Em janeiro, quando cheguei aqui, o primeiro passo foi implantar a reestruturação da secretaria, ela recebeu novas atribuições, antes era muito industrial e procuramos dar a ela um caráter de desenvolvimento econômico. Hoje aqui se trata do agronegócio, comércio, serviços e inovação, empreendedorismo e trabalho, e se trata também da indústria. Então, em janeiro, eu tive o desafio de implantar essa reestruturação, temos mais seis empresas ligadas à Secretaria, então houve uma mudança completa no arranjo de gestão da Sedet, esse foi o primeiro passo.

O segundo passo foi montar um planejamento estratégico, com uma série de seminários, pra definir qual era esse desenvolvimento econômico que nós queríamos pro Ceará. A partir dessa estratégia, que transformamos em plano de ação, começamos a construir o novo plano, em cima de uma série de estudos anteriores que a gente vinha fazendo há dois anos.

Usamos as Rotas do Desenvolvimento criadas pela Fiec, que elegeu rotas de negócios que podiam prosperar ou que já vinham prosperando no Ceará. Contratamos depois uma consultoria estrangeira, que também fez um planto intermediário de desenvolvimento pra nós; e o Ceará 2050, que eu lancei enquanto secretário de Planejamento e Gestão pra pensar o Ceará em 30 anos. Desses trabalhos nasceram os clusters econômicos que o governador lançou segunda-feira (25).

Site MTQuais são os eixos de atuação da Plataforma Ceará Veloz?

Maia Júnior – O Ceará Veloz é a consolidação dessas mudanças e da criação de uma plataforma que são quatro. Uma é a de negócios, onde preparamos o Ceará para ser o melhor ambiente de negócios do Brasil. A segunda é de infraestrutura, tudo que vamos construindo ao longo dos anos, como o porto Pecém, o novo aeroporto, a malha rodoviária, energia renováveis. A terceira é o capital humano, a mais importante dela. Os cuidados com o ensino fundamental e básico. Hoje, um terço das escolas do Ceará são de tempo integral, o Ceará hoje tem oito universidades, uma centena de faculdades. E a quarta, a ambiência de negócios.

*Colaborou Bruno Brandão