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Dia do Cinema Brasileiro: filmes nacionais que retratam o Nordeste

19 jun 2020 | Entretenimento

Por Redação

Foi a própria Agência Nacional de Cinema (Ancine) que determinou que o Dia do Cinema Brasileiro é comemorado em 19 de junho. A escolha da data não foi à toa. Em 19 de junho de 1898, regressando da França, o ítalo-brasileiro Afonso Segreto captou as primeiras imagens em movimento da costa brasileira, utilizando um cinematógrafo que trazia da Europa. Assim comemoram-se nesta sexta 122 anos de cinema em solo brasileiro.

Em homenagem à data, o Site MT convidou três personalidades cearenses para indicar filmes nacionais que você precisa incluir na sua lista! Em comum, os três longas são de origem nordestina.

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Confira:

Corisco & Dadá

Gravações do filme Corisco e Dadá, em Juazeiro do Norte. (Foto: Reprodução/Fernando Sá)

“A riqueza do cinema brasileiro está nas entranhas de propostas fílmicas que exploram a identidade, a cultura e os nossos modos de ser através dos tempos. Hoje eu indico “Corisco & Dadá (1996)”, de Rosemberg Cariry, por ser uma obra essencial no resgate histórico do cangaço e do banditismo no sertão nordestino, realizada por um cineasta que também é essencial quando pensamos a história do cinema no Ceará”.

Diego Benevides, jornalista, pesquisador, crítico e curador de cinema

A história da eternidade

“Creio que tudo que assisti e vivenciei me levam a ser quem ser quem eu sou e, consequentemente, ter a minha forma particular de enxergar as coisas e retratá-las. E desses tantos ‘brasis’, posso listar vários, mas queria sintetizar em um apenas, que me marcou muito nos últimos tempos: “A história da eternidade (2014)”, de Camilo Cavalcante. Acho que mirar em apenas um, instigar, desperta a curiosidade de querer ver mais. A autodescoberta é mais gostosa do que uma lista de gosto pessoal – que é imensa!”

Halder Gomes, diretor e produtor de cinema

O auto da compadecida

“Minha resposta será talvez um pouco óbvia: ‘O auto da compadecida’ (2000). Uma obra atual que revela o contraste social do País, a potência do nordestino, e ainda num discurso com a genialidade e diversão de Ariano Suassuna”.

Raquel Machado, professora da Universidade Federal do Ceará

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