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Carol Azin inspira autoaceitação e estimula busca pela liberdade no Instagram

Por Redação
Carol Azin inspira autoaceitação e estimula busca pela liberdade no Instagram

Advogada criminalista, criadora de conteúdo e modelo, Carol Azin, 24, é adepta do body positive – conhecido no Brasil como Movimento Corpo Livre -, e utiliza o Instagram desde 2015 para compartilhar um processo pessoal de autoconhecimento e autoaceitação. A ideia surgiu após perceber que, apesar de importantes, os temas não eram abordados com frequência nas redes sociais. 

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Ela conta que utilizou a plataforma digital para desabafar e criar uma rede de apoio. “Quando postei as primeiras fotos de biquíni, foi algo revolucionário! As pessoas falavam sobre a minha coragem, percebi que ali havia uma identificação. Continuei por essas pessoas e por mim”, fala Carol sobre a interação com os seguidores.

Considerada por muitas mulheres uma fonte de inspiração, Carol revela que prefere a denominação de comunicadora em vez de influenciadora, uma vez que cria conteúdos sobre a “liberdade de ser quem quer ser”.  

Ser livre

“Me odiar estava exaustivo demais. Meu intuito ao compartilhar com as pessoas o meu dia a dia, bem como meu processo de autoaceitação, era me libertar dos padrões e pressões estéticas. Sinto que fui evoluindo juntamente com os estudos e discussões sobre esses temas. Me afirmo como militante, bissexual, feminista e advogada criminalista, e anseio por liberdade. Liberdade de ser quem sou, de me expressar, de poder viver da forma que quero, me desprender do sistema”, desabafa. A liberdade valorizada e buscada por Carol, diz ela, vai além das discussões levantadas no Instagram e se faz necessária na vida fora das redes sociais.

“Liberdade de ser quem sou, por meio do processo de autoconhecimento e aceitação. Liberdade e naturalização do meu corpo, e de todos os corpos, independentemente das diferenças. Liberdade de poder viver e utilizar meu corpo, na dança, na praia, nas festas, no trabalho”, reforça a advogada. 

De acordo com Carol, se descobrir como mulher bissexual também faz parte do processo de autoconhecimento e autoaceitação,e as pautas ligadas aos direitos LGBTQIA+ estão presentes no conteúdo que a modelo produz diariamente. “Quando me dispus a me conhecer, me entender e me questionar do que acontecia comigo, com meu corpo e com a minha vida, parei de reproduzir certos padrões. Eu nasci bissexual, no entanto, reprimia demais. Quando conheci minha namorada, Vitória, as coisas se tornaram mais fáceis e mais simples. Falar sobre sexualidade é importante porque reafirma a liberdade que prego diariamente e afirmo que é necessário termos”, destaca.

A liberdade valorizada e buscada por Carol, diz ela, vai além das discussões levantadas no Instagram e se faz necessária na vida fora das redes sociais. (Foto: Alex Campêlo)

Comunicar pelo vestir

A moda tem papel importante na vida de Carol: além de ser um trabalho, proporciona descobertas e funciona como um canal de comunicação por meio do qual ela expressa o que quer, quem é e quem busca ser. “A moda me fascina por isso, por ser voz sem precisar falar. Amo me comunicar, é algo muito presente na minha personalidade, e a moda me ensinou a me comunicar sem precisar usar as palavras. No trabalho me visto de forma a representar a mulher livre, forte e corajosa que sou”, relata. 

Ela adiantou que irá lançar, em parceria com a marca Rosana Costa, uma coleção com o nome “Voz”, reforçando a busca pela liberdade defendida por ela. “Liberdade no sentido mais latente da palavra, que é no exercício da minha profissão como advogada criminalista e defensora dos direitos humanos. Liberdade como um todo”. 

Carol vai lançar uma coleção de roupas, em parceria com uma marca cearense, para dar ainda mais vazão à busca pela liberdade por meio da moda. (Foto: Alex Campêlo)

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Ofícios interligados

Embora pareça difícil entender como Carol concilia esse movimento de liberdade a partir do próprio perfil no Instagram, administra os trabalhos como modelo e ainda atua como advogada criminalista, para ela, as atividades estão quase que naturalmente interligadas. Para ela, ser advogada é estar em movimento, e a profissão é uma forma de sacerdócio à sociedade, em que ela lida com as mais diversas mazelas sociais em busca de equidade e liberdade.

“Ser mulher, conhecer o feminismo e a nossa luta me libertou e também abriu os olhos para um mundo diferente, onde mudanças e aprendizados são extremamente necessários. O feminismo também me ensinou sobre a desigualdade social e o racismo estrutural.  Uma coisa puxou a outra, quando percebi estava fazendo aquilo que mais amo: comunicar”, resume. 

Veja mais cliques do ensaio com Carol Azin por Alex Campêlo:

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