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Ana Couto reflete sobre valor de marca e propósito em tempos de crise

Por Redação
Ana Couto reflete sobre valor de marca e propósito em tempos de crise
A empresária Ana Couto participou de uma live com a publisher do Site MT, Márcia Travessoni (Foto: Arquivo)

Nesta quinta-feira (30), a empresária Ana Couto, fundadora da agência homônima, participou de uma live com a publisher do Site MT, Márcia Travessoni. O encontro abordou o tema “Valor das marcas na retomada econômica: como assumir aquilo que foi proposto” e a transmissão ao vivo ocorreu no Instagram de Márcia Travessoni, com o apoio do Hospital Gênesis. Para Ana, momentos de crise ocasionam reflexões, a exemplo do impacto da marca no mundo. “A crise é sempre um susto, mas acelera muitas questões. Surge a pergunta ‘como o meu negócio gera, de fato, um valor para que o meu cliente esteja comigo no momento da crise?”, questiona.

Referência em Branding no Brasil, Ana Couto constrói, há mais de 25 anos, valor de marca para clientes renomados no País. Ela orienta dicas sobre como o empreendedor pode repensar suas ações a partir da relação com o consumidor. “Estamos apostando agora em marcas com propósito. Elas precisam entender que não estamos na onda de só vender um produto. Além de ter um vínculo emocional, as marcas precisam de um propósito”, afirma.

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Com didatismo, Ana explica que propósito é o “talento à mercê de construção de um mundo melhor”, ou seja, a marca precisa pensar o que pode oferecer de único. Na live, ela citou a marca Lego, que ultrapassou a ideia de ser apenas um brinquedo, e defende o propósito de “inspirar os construtores de amanhã”. Incrível como uma ideia, aparentemente simples, ganha um sentido bem maior quando é apresentada ao público, não é? Porém, Ana afirma que tudo isso é criteriosamente planejado.

“Marcas são que nem pessoas. Um marca é, faz e fala. Você deve sempre trabalhar nessas três frentes. Você pode falar muito e não dizer nada, por exemplo”,

exemplifica Ana Couto.

De acordo com ela, além de criar esse vínculo com o consumidor, toda empresa precisa identificar pontos que precisam ser melhorados: o fator detrator, como um atendimento ineficiente ou falhas na entrega de produtos. “Ficar com problema antigo é desperdício e você precisa resolver. Não podemos ficar no modo de sobrevivência, o negócio precisa ter lastro para crescer”.

Diversidade

Em 2015, Ana Couto lançou a LAJE, plataforma de inovação com o objetivo de criar um novo mindset de negócios no Brasil. No bate-papo com Márcia Travessoni, ela conta que até poderia empreender nos Estados Unidos, mas preferiu focar no business nacional. Nascida nesse País diverso, Ana ainda opina sobre os recentes debates locais a cerca do que é fora do padrão.

“Acho super importante falarmos sobre diversidade e racismo. O Brasil é extremamente racista. Nós temos essa dívida de oportunidades e vamos encarar de frente esse problema. A crise está abrindo portais”, pondera.  

Ainda sobre essas mudanças, a empresária lança um olhar otimista. “A ‘marca Brasil’ está nua. A gente está num momento muito frágil da brasilidade, mas acho que vamos sair melhor como cidadãos. Enquanto acharmos que é tudo lindo, não vai dar”, diz.

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