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Duda Riedel compartilha o que aprendeu sobre sororidade

8 mar 2021 | Poder

Por Yohana Capibaribe

Não há uma palavra que possa explicar o todo que representa a mulher. Não é simples e nem objetivo. Dessa forma, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, o Site MT elegeu seis conceitos e convidou seis mulheres para explicar o que cada um deles representa e, assim, destacar as conquistas e causas femininas. Através das vivências, a atriz e jornalista Duda Riedel descobriu a importância do apoio entre mulheres através da sororidade

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“É um termo que está muito na moda, mas é pouco usado na prática. Sororidade, acho que nada mais é do que você ter a empatia, ter o cuidado com outra mulher, com a vida da outra mulher, com o processo dela, e entender que nem sempre está na mesma linha que o seu”, define Duda. 

Desde 2019, Duda Riedel faz sucesso nas redes sociais pelo engajamento com causas de empoderamento feminino. Naquele ano, a jornalista também descobriu um quadro de leucemia e viu a vida mudar após a doença. Com atitude positiva para lidar com a situação, ela também ajudou a empoderar outras mulheres em tratamento oncológico. 

Após superar o câncer, outras pautas também se fizeram presentes para Duda, como relacionamentos abusivos e sororidade. “A gente é múltiplas coisas, um dia eu vou estar falando sobre o câncer, outro dia, sobre feminismo, outro dia, vou estar falando sobre relacionamentos, ou sobre amor, porque são as fases que eu vivo. Eu me deixo falar muito sobre a fase que eu estou passando para compartilhar isso como uma vivência mesmo, minha trajetória como um guia”, detalha. 

O conceito de sororidade chegou para Duda através do Big Brother Brasil 2020. “Eu sou fanática por reality show e a edição de 2020 falou muito sobre sororidade, feminismo e foi um ano que tantos outros movimentos ganharam destaque, como o ‘Black Lives Matter’, e eu comecei a ler os livros da Djamila Ribeiro e entender que o feminismo é muito amplo. Na minha condição é muito mais fácil falar, tem muita coisa que a gente precisa aprender e tem muita coisa que a gente tem que estar disposta a aprender”, comenta.

Apoiar mulheres 

Conforme Duda, o mundo ensina mulheres a odiarem umas às outras, através de competições. “Eu era uma pessoa muito ciumenta, uma mulher que sempre encrencava com outras mulheres, principalmente, sobre relacionamentos amorosos. Fomos ensinadas a enxergar uma competitividade muito grande. Hoje em dia, mais do que nunca, eu entendo isso, trato na terapia de não me sentir tão insegura e  também entender que as coisas não acontecem por culpa das mulheres”, relata. 

Para Duda, estar disposta a ouvir e a compreender a outra mulher é essencial para a prática da sororidade (Foto: Reprodução/ Instagram)

Duda ressalta que ainda está em um processo de compreender melhor a sororidade e, assim, executá-la, cada vez mais, no dia a dia. “Às vezes, a gente cai na cilada de fazer o contrário, mas eu acredito que tudo é um processo. E, assim, tô sempre aprendendo”, defende.

“A questão de qualquer movimento feminista é estar sempre aprendendo e estar disposto a aprender”, pontua Duda Riedel.

Para Duda, estar disposta a ouvir e a compreender a outra mulher é essencial para a prática da sororidade. “Infelizmente, a gente se perde um pouco, colocando a nossa verdade como única. Precisamos do equilíbrio, não é  porque existem muitas mulheres que são feministas, que todas as mulheres vão ser aqueles tipo de feminismo, sororidade é dar liberdade para essas mulheres escolherem o que elas querem, o feminismo é, justamente isso, o seu poder de escolha. Uma mulher pode querer servir o homem, é uma escolha dela, como também pode querer lutar pelos seus direitos. Eu dou a liberdade a mulher de ser quem ela quer ser, mesmo que seja diferente de mim”, esclarece.

“A sociedade é realmente machista, ela é patriarcal, então, eu tenho aprendido, dessa forma, a tentar ajudar outras mulheres, tentar levantar outras mulheres, não criar inimizades por coisas banais, coisas que a sociedade cria para gerar competição.”

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A jornalista ainda está aprendendo sobre sororidade, mas além de tentar praticá-la no dia a dia, debate as temáticas com os seguidores no Instagram. “Eu acho que o que a gente precisa fazer é estar disposto a aprender e estar, mais ainda, a ensinar. Eu sou uma pessoa que gosta muito de compartilhar histórias e eu sempre acabo compartilhando uma parte da minha vida e, neste momento da minha vida, eu estou vivendo e aprendendo mais sobre sororidade”, afirma. 

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