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Primeira mulher a presidir associação nacional de portos, Mayhara Chaves quer reduzir taxas e impostos no setor

Por Itallo Rocha
Primeira mulher a presidir associação nacional de portos, Mayhara Chaves quer reduzir taxas e impostos no setor
Mayhara Chaves é a primeira mulher a gerir o órgão, fundado há 62 anos, e quer trazer de volta as hidrovias para a entidade e fazer nova regulação de cabotagem. (Foto: Divulgação/Companhia Docas)

A titular da Companhia Docas do Estado do Ceará, Mayhara Chaves, foi eleita presidente da Associação Brasileira de Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph). Ela é a primeira mulher a gerir o órgão, fundado há 62 anos. Trazer de volta as hidrovias para a entidade e fazer uma nova regulação de cabotagem – navegação entre portos – para reduzir taxas e impostos no País estão na lista de objetivos da gestora.

“Nós estamos procurando unificar os valores das tabelas para incentivar o uso da cabotagem. Hoje em dia acontece uma duplicidade de checagem de documentos, dos portos marítimos e da Receita Federal. É melhor que os procedimentos sejam feitos ou na origem ou destino da mercadoria. Se conseguirmos simplificar o sistema, teremos um ganho nacional enorme”, explica.

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Para Mayhara Chaves, ser a primeira mulher a comandar a Abeph tem um significado bastante valoroso, pois o fato evidencia que os gêneros feminino e masculino têm capacidades afins, e um não se sobrepõe ao outro. Estar na presidência da entidade, destaca, além de dar satisfação pessoal e profissional, serve de motivação para quem quer ocupar cargos de gestão.

“Estar à frente de uma instituição que sempre foi gerida por homens traz uma força enorme às mulheres. É o exemplo de que nós podemos estar onde quisermos e que não existe profissão só para homens ou só para mulheres. Não é fácil. Temos que correr atrás. Precisamos ser inspiração. Somos capazes de gerir cargos tanto quanto eles”, pontua.

Soluções

De acordo com a presidente, a Abeph solucionou recentemente um problema que já existia há vários anos, sobre dívidas que portos marítimos do Brasil tinham com os planos de previdência privada dos ex-colaboradores da antiga administradora dos terminais.

“Ela não teve todos os controles, e as projeções que ela fez ao longo dos anos foram equivocadas, o que resultou em um déficit muito grande. Não tínhamos mais fundos para pagar os colaboradores aposentados. Precisávamos equacionar isso. Fizemos uma consultoria e solucionamos o problema. Buscamos sempre o interesse comum”, afirma.

“Estar à frente de uma instituição que sempre foi gerida por homens traz uma força enorme às mulheres”, diz Mayhara. (Foto: Divulgação)

Outra questão sanada, conforme a gestora, foi a separação da forma de pagamentos de dívidas da Companhia Docas, que antes dividia a conta entre todos os órgãos vinculados a ela, o que, interpreta Mayhara Chaves, não era adequado.

“Deixamos de ser solidários, e agora os valores são divididos proporcionalmente, o que acho mais justo, porque não há surpresas. Sei quanto vou pagar por mês, sei quem está recebendo, o tempo de pagamento”, diz a nova presidente da Abeph.

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