Ticiana Rolim Queiroz revela experiência transcendental na Amazônia

Por Rosi Melo
Ticiana Rolim Queiroz revela experiência transcendental na Amazônia
Ticiana Rolim Queiroz preparou roteiro de 15 dias pela região

Considerada o maior bioma do Brasil, a Amazônia está localizada em um território de quase 4,2 milhões de quilômetros quadrados. O verde abundante, misturado à riqueza das águas, animais e povos, constroem um cenário quase mítico. Foi para lá que a empresária Ticiana Rolim Queiroz, acompanhada do marido Edson Queiroz Neto e dos filhos Marco, Júlia e Beatriz, embarcaram pela primeira vez no final de dezembro, em busca de uma conexão profunda com a natureza.

Visita a tribo indígena Cipiá
Família passou o Revéillon no Amazonas

Em entrevista ao Site MT, Ticiana revelou detalhes da viagem imersiva, que teve uma duração de 15 dias. Escolher a Amazônia como destino das miniférias da família, revela a cearense, foi uma sugestão dela, após uma experiência transcendental.

“Em outubro, eu fui para um retiro espiritual, e numa meditação profunda, me vi em um lugar muito poderoso com uma mata verde linda e um tubo de luz sobre mim. E, juntamente com esse tubo, havia uma mensagem mandando eu ir para esse lugar, dizendo que lá eu ia receber um presente. Na hora, eu senti que esse destino era a Amazônia. Dois mil e dezenove foi um ano desafiador para mim, então eu queria virar o ano recebendo esse presente em um lugar com a força da natureza”.

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No dia 26 de dezembro, a família desembarcou em Manaus e fez um percurso de 40 minutos de barco até Iranduba, onde se hospedaram em um hotel flutuante. Após descansar da viagem, eles se aventuraram nas profundezas da floresta.

O roteiro incluiu desde passeios à noite para focagem de jacaré, mergulho com botos, visita ao ponto de encontro do Rio Negro com o Rio Solimões, além de caminhadas na selva com guias para conhecer as espécies de animais e árvores que habitam o ecossistema. No total, são 2.500 espécies de árvores (um terço da madeira tropical do mundo) e 30 mil espécies de plantas (das 100 mil da América do Sul). Em um desses passeios, a família também teve a oportunidade de conhecer Sumauma, considerada a maior árvore da Amazônia.

Trilha pela floresta

“Sempre que eu me conecto com a natureza, sinto um impacto muito forte em mim: na minha alma e no meu corpo”, comentou Ticiana sobre as experiências.

Entretanto, um dos momentos mais emocionantes da viagem foi a visita a tribo indígena Cipiá. “Dançamos com eles e conhecemos mais sobre como eles vivem, sua alimentação e sua arte. Foi muito lindo. A gente passou uma manhã lá, queria ter passado mais tempo”, compartilhou.

Outra experiência transformadora foi conhecer a comunidade cabocla Patauá. “Viajamos cinco horas de barco de Nova Airão para Barcelos, no Rio Jaú, e dormimos na comunidade Patauá. É realmente uma comunidade muito carente, eles moram em palafitas. Dormimos em uma escola, pois não cabíamos nas casas”.

No coração da floresta, revelou a cearense, o maior desafio foi não usufruir de banheiro. “Havia apenas umas latrinas para fazer as necessidades. O banho era na beira do rio. Escovar o dente só no copo mesmo”, contou. Apesar de simples, o modo de viver da comunidade encantou Ticiana:

“Foi uma experiência muito rica. O momento mais especial foi na hora de dormir. Eu deitei na rede, ao lado da janela, olhei e notei que o céu lá é muito limpo. De dia, o céu é muito azul e à noite, as estrelas ficam muito aparentes e a lua deixa tudo muito claro, porque não tem poluição”.

Os moradores da comunidade Patauá vivem de plantação e cultivo de abelhas. Para agradecer pela visita, eles também apresentaram as colmeias aos convidados. “Eles tiraram o mel na hora para a gente comer”, revelou Ticiana, fascinada.

Conexão transcendental

Na volta para Manaus, no último dia da viagem, a família fez uma breve parada na cachoeira do Rio Carabinani. “Fiz uma meditação lá e visualizei novamente a imagem que vi na meditação que tive em outubro. Para mim, foi um presente incrível. Recebi muita força, me conectei demais com a natureza, me senti fortalecida. Talvez plenitude seja a palavra que mais explique esse momento que vivi lá. Também foi um teste para mim. Eu saí com mais certeza de que a gente precisa confiar nas nossas intuições. Foi um teste de fé no que Deus fala comigo”, detalhou.

Desmatamento

A caminho da comunidade Patauá, a família passou por uma extensa área desmatada. Ciente dos incêndios criminosos que afligiram a Amazônia em 2019, com picos em agosto, Ticiana conversou com os moradores locais para entender a situação atual na região.

“Os moradores falam que, nos últimos dez anos, os desmatamentos haviam diminuído, mas que no último ano haviam aumentado e alguns fazendeiros voltaram a invadir alguns espaços. As pessoas estão bem atentas e nervosas”.

Durante os 15 dias que passou na região, Ticiana também teve a oportunidade de falar com representantes do Instituto Chico Mendes, que se mostraram apreensivos em relação à preservação do ecossistema. “Eles falaram que, por enquanto, não tinha mudado nada, mas estavam com muito receio de que, a qualquer momento, diminuíssem as verbas”.

Em meio a este cenário alarmante, Ticiana pediu mais respeito pelo meio ambiente e pelos povos originários. “Quero pedir do fundo da minha alma que a gente possa respeitar tanto a cultura como o modo como eles vivem, porque eles sabem cuidar da floresta muito melhor que a gente”.

“Eu indico essa viagem para todas as pessoas que tem a intenção de se conectar com a natureza, de visitar a Amazônia de uma forma sustentável. Que você possa realmente conversar com as pessoas, dormir numa comunidade, saber quais os desafios e desejos dela”, enfatizou.

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