5 ago 2021 | Notícias

Desde o início das Olimpíadas de Tóquio 2020, alguns brasileiros que se destacaram em suas modalidades, também conquistaram um grande público de seguidores nas redes sociais. Surpreendentemente, o engajamento por meio de curtidas, comentários e compartilhamentos, tem superado o de influenciadores já consagrados. Dentre os principais nomes estão o ponteiro da Seleção Masculina de Vôlei, Douglas Souza, a skatista e medalhista de prata Rayssa Leal, e a ginasta e campeã olímpica no salto, Rebeca Andrade.
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A startup especializada em marketing de influência, INFLR, por meio de um sistema de análise de dados, verificou o engajamento dos atletas “revelação” das olimpíadas e comparou com de outros influenciadores conhecidos. O grande destaque é indicado no perfil de Douglas, que chegou à atual edição dos jogos com pouco mais de 260 mil seguidores e já passa dos 3 milhões.

O engajamento do jogador apresentou um resultado de 7.66%, maior do que o do ex-BBB Gil do Vigor, que contabiliza 6.86% e 14 milhões de seguidores. Além disso, Douglas conseguiu superar os números de Neymar, que é o brasileiro mais seguido no Instagram (156 milhões), mas mantém o engajamento de 1.24%.
Rayssa Leal, a fadinha, também tem números superiores aos do jogador do Paris Saint Germain, com 6,6 milhões de seguidores e média de engajamento de 6.45%. Em terceiro lugar está Rebeca Andrade, que alcançou 6.07% e 2,2 milhões de seguidores depois de sua participação nas olimpíadas.
Os números garantem aos atletas a possibilidade de trabalhar com publicidade em seus perfis, podendo cobrar valores acima do que o esporte pode proporcionar. No entanto, ainda é improvável saber como as métricas continuarão após o fim dos jogos.

“É fato que o engajamento gerado pelos atletas olímpicos será grande enquanto a competição acontece, principalmente em caso de sucesso. Porém, com uma agência que atua com marketing de influência por trás, é possível manter a relevância deles e até mesmo aumentar a entrega de resultados em termos de publicidade”, comenta o diretor da INFLR, Thiago Cavalcante.
A análise colabora para desmistificar que a quantidade de seguidores é o mais importante para assinar contratos de publicidade, quando na verdade, engajamento e uma boa estratégia são os elementos fundamentais.
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“O padrão das redes sociais é de que um post chegue a apenas cerca de 5% dos seguidores de quem publica, não importa o tamanho do perfil. Isso, para empresa que contrata esperando uma exposição gigante e não a tem, é um prejuízo enorme. Por isso é importante essa análise detalhada”, explica.