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Pix deve aumentar rentabilidade do varejo, avalia gerente da Fecomércio

Por Redação
Pix deve aumentar rentabilidade do varejo, avalia gerente da Fecomércio
Novo sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, o Pix terá recursos como QR Code estará disponível a partir de novembro. (Foto: iStock)

Novo método de pagamento digital anunciado pelo Banco Central, o Pix promete agilizar transferências bancárias e pagamentos e estará disponível a partir de novembro. Além de representar mais praticidade para os consumidores finais e clientes de bancos, a ferramenta de pagamento instantâneo vai ajudar as empresas na recuperação da crise causada pela pandemia e deve aumentar a rentabilidade do varejo, segundo avalia Henrique Gonzaga, gerente executivo do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio/CE.

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“Naqueles segmentos do Centro da cidade que vendem mais à vista, as lojas que trabalham o preço de R$ 1,99. Quem vende no débito deve aumentar a rentabilidade. Outra vantagem é o capital de giro. Hoje, um DOC [Documento de Ordem de Crédito] demora de um a dois dias para cair na conta, e o Pix cai na hora”, argumenta Gonzaga. Ainda segundo ele, o método vai ser bastante útil com este novo momento do comércio pós-isolamento, com boa parte das compras sendo feitas de maneira não-presencial.

Para o gerente executivo do IPDC, a segurança nas transações bancárias é outra grande vantagem da ferramenta. “As movimentações são instantâneas, saem do pagador e chegam ao receptor de forma mais veloz que métodos tradicionais, como boleto, DOC e TED [Transferência Eletrônica Disponível], se equiparando a transações intrabancos. Nesse ponto, temos velocidade mais rápida e isso inibe eventuais maus comportamentos nas transações, ou calotes mesmo”, detalha o especialista.

Banco Central anunciou o novo serviço em fevereiro deste ano. (Foto: Reprodução/ Marcello Casal Jr./ Ag. Brasil)

Além disso, o Pix deve não apenas estimular a migração das empresas para o digital, como tornar esse processo mais fácil. “As empresas que têm dificuldade em aderir aos meios digitais são as que trabalham com sonegação. Se tiver barreira, será para esse tipo de empresa, para as outras, vejo vantagem em tudo”, defende.

24 horas por dia

Anunciado pelo Banco Central em fevereiro deste ano, o Pix funcionará 24 horas por dia e os pagamentos serão processados em segundos. A ideia é substituir as transações com dinheiro em espécie ou por meio de transferências bancárias e débitos por transações entre pessoas.

O cadastro das Chaves Pix – combinação com telefone celular, CPF, CNPJ e e-mail necessária para operar a carteira digital – está previsto para começar no 5 de outubro. Mas alguns bancos e instituições de pagamentos se anteciparam e já estão fazendo o cadastro das chaves.

As transações poderão ser feitas por meio de QR Code (versão avançada do código de barras lida pela câmera do celular) ou com base na chave cadastrada. O consumidor não precisará ter conta em banco, como ocorre com os cartões. Bastará abastecer a carteira digital do Pix para enviar e receber dinheiro.

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Segundo o BC, o Pix será gratuito para pessoas físicas. O custo de R$ 0,01 para cada dez transações será assumido pelas pessoas jurídicas que aderirem ao sistema.

*Com informações da Agência Brasil

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