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Cadeh Juaçaba abre exposição ‘Panóplia Paradoxo’ na Galeria Leonardo Leal

10 jul 2021 | Galerias

Por Redação

O artista traz a bandeira como elemento central da exposição afim de evidenciar o “sintoma” atual de polarização e ambiguidades políticas nacionais. (Foto: Camila Lima)

Os símbolos e signos da pátria são a inspiração para a exposição “Panóplia Paradoxo”, do artista plástico cearense Cadeh Juaçaba. Após três anos de pesquisa, o artista mostra o resultado dos estudos através de 26 obras construídas nas diferentes linguagens com as quais trabalha: pintura, escultura, fotografia e desenho. O lançamento da exposição aconteceu neste sábado (10), na Galeria Leonardo Leal, onde fica em cartaz até 11 de agosto.

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De acordo com o artista, o ponto de partida para todas as obras é a bandeira do Brasil, da qual é tirada a paleta de cores que predomina em todas as obras. O tom das cores, no entanto, traz um certo desgaste, representando as bandeiras brasileiras que deixaram de aparecer apenas na Copa do Mundo e estão desbotando sob sol e chuva nas janelas da Capital cearense.

A exposição traz símbolos do Brasil. (Foto: Camila Lima)

Na abertura da exposição, o cearense contou com a presença da esposa Roberta, da filha Maria Beatriz, e dos pais Carlos e Claudiane Juaçaba. Além dos amigos Anik Mourão e Leonardo Leal. 

Carlos, Claudiana, Maria Beatriz, Cadeh e Roberta Juaçaba. (Foto: Camila Lima)

Símbolos

“Panóplia Paradoxo” dá sequência à proposta iniciada pelo artista cearense em seu trabalho “Eles Não Sabem as Armas que Têm”, de 2019, com a qual fez estreia em solo internacional, levando a exposição para Lisboa. “Elas não têm um discurso uno, mas é uma continuação orgânica do meu processo de pesquisa, agora abordando um símbolo bem mais universal que é a bandeira do Brasil”, pontua. Por “Panóplia”, entende-se a composição ou coleção de bandeiras e mastros, seguindo a desconstrução formal e conceitual do que está posto como simbólico nas obras da exposição.

(Foto: Camila Lima)

Em entrevista ao Site MT, o artista contou que sempre foi muito interessado em abordar em suas obras signos e símbolos, bem como todo o universo da identidade nacional. “Percebi que os símbolos importantes estavam sendo usados para representar um lado ou outro da política nacional [direta e esquerda], a uma figura específica, um ícone, uma personificação de um indivíduo. Isso é maléfico ao pensamento de unidade que simboliza a nação. Interpreto quase como um sequestro da bandeira”, defende.

Na composição das obras Cadeh destitui a bandeira nacional de cores e símbolos evidentes, o que se vê são superfícies em branco, preto, cinza, azul ou em tons de dourado. “Chamo as pessoas para pensar um pouco sobre essa paixão desmedida e proporcional na política nacional”, atesta.

Confira mais fotos por Camila Lima:

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