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Hélio Perdigão articula ações para equilibrar distribuição de matéria-prima no Ceará

Por Redação
Hélio Perdigão articula ações para equilibrar distribuição de matéria-prima no Ceará
Em entrevista ao Site MT, o presidente do Sindiembalagens, Hélio Perdigão, detalha ações para driblar falta de matéria-prima no Ceará. (Foto: Divulgação)

O presidente do Sindicato das Indústrias de Papel, Papelão, Celulose e Embalagens do Ceará (Sindiembalagens), Hélio Perdigão, está articulando encontros e ações, junto à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) para solucionar a questão da falta de matéria-prima para o setor de embalagens no Estado. Segundo ele, a busca de estados como Bahia e Pernambuco por papel reciclado no Ceará tem desabastecido as indústrias locais, que correm o risco de paralisar as atividades por falta de insumo.

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Segundo Hélio, boa parte da indústria de embalagens brasileira utiliza papel reciclado como matéria-prima, integrando uma cadeia ativa de reutilização. “Na pandemia, veio o Auxílio Emergencial e vários catadores pararam de fazer a coleta, houve a quebra da cadeia, e nós sentimos isso a partir de agosto e setembro, quando teve a retomada da indústria e as pessoas passaram a consumir mais, principalmente nos supermercados”, explica o presidente do sindicato.

Com a escassez de matéria-prima, especialmente do papel, dois fatores passaram a ter influência no setor de embalagens: a alta do preço do insumo, devido à demanda crescente; e a busca por papel reciclado em outros estados. “Alguns grandes fabricantes, principalmente da Bahia, começaram a vir buscar material reciclado no Ceará, e o preço inflacionou em até 50%”, detalha Hélio.

Sem papel reciclado e com a alta constante desse insumo, indústrias locais de embalagens recorreram ao Sindiembalagens em busca de soluções, e a principal, segundo o presidente, é atualizar a Pauta Fiscal, que corresponde ao valor fixado do produto e sobre o qual incidem impostos cobrados para quem compra e leva para fora do Estado.

“As empresas de fora estão vindo, compram sucata de papel e pagam um valor muito baixo, como se fossem daqui, mas levam para Bahia, Pernambuco e outros estados. Precisamos atualizar esse valor para que fique equilibrado e o mercado interno não sofra”, estabelece.

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Ações em andamento

Na última sexta-feira (8), Hélio Perdigão e representantes de empresas do setor de embalagens do Ceará estiveram com o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, que cedeu “todo o apoio necessário”. “Ricardo na mesma hora falou com a secretária [estadual da Fazenda] Fernanda Pacobahyba, e vamos agendar uma reunião esta semana para tratar o assunto”, adiantou.

A urgência de Hélio, que reflete a preocupação dos industriais do segmento, visa também preservar o bom índice de crescimento mesmo em ano de pandemia, influenciado principalmente pelo aumento de vendas online. “Havendo esse desequilíbrio momentâneo, levaremos de três a seis meses para nos restabelecermos”, projeta.

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