Márcia Travessoni – Eventos, Lifestyle, Moda, Viagens e mais

Entre em contato conosco!

Anuncie no site

Comercial:

comercial@marciatravessoni.com.br
Telefone: +55 (85) 3242 0333

Redação:

conteudo@marciatravessoni.com.br
conteudo1@marciatravessoni.com.br

Ricardo Cavalcante debate o futuro sustentável da economia do mar em seminário internacional

19 ago 2021 | Poder

Por Cintia Martins

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, frisou ainda os avanços que o Ceará tem dado para ter uma economia do mar mais rentável. (Foto: Marília Camelo)

O futuro da economia do mar foi debatido na última quarta-feira (18), durante o Seminário Internacional “O Futuro do Trabalho e da Educação na Década dos Oceanos”, promovido pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Na ocasião, o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, defendeu que o Ceará avança com diversas cadeias produtivas de origem marítima, no entanto, pontuou, o desenvolvimento econômico do setor precisa ser sustentável. “As atividades precisam ser ágeis e competitivas, mas sem destruir o nosso meio ambiente. Estratégia, união e pioneirismo para discutir os principais desafios e ações futuras alinhadas ao bem-estar humano e ambiental”, disse. 

LEIA MAIS >> Maia Júnior detalha o que é hidrogênio verde e porque ele é promissor no Ceará

Grupo Jacauna inaugura usina solar e de reflorestamento no semiárido cearense

A preservação dos mares, inclusive, é uma das pautas da iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que declarou o período de 2021 a 2030 como a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável. A ação busca o desenvolvimento sustentável do mar, por meio do fortalecimento da gestão dos oceanos e de zonas costeiras. “Quando falamos sobre o futuro da economia do mar, falamos, também, sobre como atuar para o desenvolvimento e sustentabilidade do mar em toda a sua cadeia, sejam as amplamente reconhecidas ou as emergentes”, disse o presidente da Fiec sobre as fontes de energias renováveis, ensino, formação e pesquisa que sejam provenientes do mar. 

O Ceará, destacou Ricardo Cavalcante, conta com quase 600 km de litoral e há muitas atividades que estão inseridas na economia do mar. São segmentos que estão ligados ao turismo, ao esporte e à pesca, por exemplo. As exportações de pescado no Estado, inclusive, cresceram 60% de janeiro a julho quando comparadas com o mesmo período de 2019 e as importações tiveram 18.7% de aumento no mesmo período. No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, as exportações registraram US$42.2 milhões e as importações ficaram em US$ 4.7 milhões. Os dados são do estudo Setorial em Comex – Pescados, elaborado e divulgado pelo Centro Internacional de Negócios da Fiec

(Foto: Marília Camelo)

“Nosso forte setor pesqueiro coloca o Estado entre os primeiros do ranking de âmbito nacional no que tange a produção de pescado. Além disso, o setor pesqueiro cearense ficou, em 2020, em segundo lugar do ranking de exportações ao nível nacional. E nossas exportações totalizaram US$ 66 milhões, e a economia do mar emprega 4 mil pessoas, número que pode ser muito superior se adicionarmos os trabalhadores indiretos como os que estão atuando no Hub de Hidrogênio Verde, que chega com muita forca no Ceará, promovendo a descarbonização”, frisou Ricardo Cavalcante. 

Década dos oceanos

Presente no seminário de forma virtual, a secretária de Estado das Pescas de Portugal, Teresa Coelho, destacou que Portugal acaba de aprovar a sua estratégia para o mar 2021-2030, tendo como base o conhecimento científico, a defesa e a valorização dos ecossistemas marinhos. “A estratégia visa dar a devida visibilidade a Portugal, por ser uma nação estritamente marítima. Além disso, temos um plano de ação autônomo que será revisado e adaptado a cada nova legislatura considerando a evolução de cada uma das medidas contínuas no plano”, detalhou. Segundo a secretaria, Portugal é um bom exemplo de desenvolvimento sustentável para as outras nações e para as próximas décadas por valorizar o capital humano no ceio das suas organizações.

Secretária de Estado das Pescas de Portugal, Teresa Coelho. (Foto: Reprodução/YouTube)


“O Governo tem se empenhado em ampliar a capacidade de modo a criar valor e melhorar a competitividade da economia do mar por tratar-se de um importante setor da economia nacional com peso relevante no Produto Interno Bruto (PIB), e com valor bruto que tem se elevado nos últimos anos. Busca-se nos próximos anos aumentar o investimento na pesquisa, além de melhorar a conexão entre os laboratórios, universidades e empresas para aumentar a empregabilidade e a sinergia entre os empregados, cientistas nacionais e as empresas, bem como melhorar as estruturas, as carreiras e diversificar as matérias no âmbito da economia do mar e dos atuais centros de formação profissional”, pontuou. 

Exemplo local

A gestão de conhecimento sobre a economia marítima passa, também, por uma ampla produção cientifica sobre o assunto. Dessa forma, destacou o presidente da Fiec, o Ceará está à frente, por contar com instituições de ensino que aderem amplamente à temática. “Contamos com 31 turmas de ensino técnico voltada para o setor de economia do mar, dentro eles Petróleo e Gás, Petroquímica, Portos, Construção Naval e Pesca, além de 12 cursos de graduação e Pós-Graduação”, destacou. 

LEIA TAMBÉM >> Camilo Santana assina memorando de entendimento para instalação da Usina de Itataia

Governo do Ceará deve investir U$ 6,95 bilhões em usina de hidrogênio verde

A produção cientifica e o desenvolvimento sustentável a partir da economia do mar foi debatida no seminário durante o painel “Cooperação e inovação na década dos oceanos”, que contou com a moderação de Peter Heffernan (Mission Starfish União Europeia), Ronaldo Cristofolletti (Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável), Ana Paula Rosa (Organização Internacional do Trabalho das Nações Unidas – OIT) e Guilherme Muchale (Observatório da Indústria da Fiec). 

Já o painel “Oceano Produtivo – Alimentos do Mar” teve moderação de Roberto Gradvhol, líder do Masterplan de Economia do Mar, e as participações de Raul Cruz Izquierdo, cientista Chefe da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), e de Leila Andrade, do Projeto RASTUM , iniciativa que, com o apoio do Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca no Estado do Ceará (Sindifrio-CE), busca desenvolver a rastreabilidade e sustentabilidade para a cadeia produtiva do atum.

Publicidade

VEJA TAMBÉM

Publicidade

PUBLICIDADE