Nossas Conquistas: David Lee conta por que 2019 foi o ano da sua carreira

Por Rosi Melo
Nossas Conquistas: David Lee conta por que 2019 foi o ano da sua carreira

“O ano da minha carreira”. É assim que o estilista David Lee define as conquistas de 2019 para o especial Nossas Conquistas, do Site MT. Realmente, não faltaram motivos para o estilista cearense comemorar. “Esse 2019 foi o ano em que eu consegui ter uma projeção nacional e internacional”, celebra David. Apesar de todo o sucesso, ele mantém os pés no chão ao avaliar a boa fase. “Tudo que estou conquistando agora teve muito planejamento. Sou ansioso e quero que as coisas aconteçam logo. Mas, na verdade, é todo um processo”.


Nossas Conquistas é o especial de fim de ano do Site MT, reunindo personalidades que tiveram um 2019 marcante e definem grandes metas para 2020. Mileide Mihaile é a primeira entrevistada da série.

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Em fevereiro, ele venceu concurso de Novos Talentos da GQ + Reserva e desenhou coleção exclusiva para o projeto. Também expôs criações pela primeira vez no exterior, na mostra International Fashion Showcase, em Londres. Em abril, pela primeira vez levou seu DNA para as passarelas do Veste Rio. Em maio, desfilou no DFB Festival pelo quinto ano consecutivo, e em outubro, o profissional passou a comercializar as peças pela primeira vez em uma loja multimarcas

Expansão da marca

Workaholic assumido, ele já está com a cabeça em 2020 e revela que o próximo ano será marcado por muito trabalho de prospecção para projetos sondados em 2019. “É o ano em que eu quero posicionar a marca no intuito de trazer cada vez mais reconhecimento”, estabelece.

David conta que seu objetivo é manter a brand baseada em Fortaleza, com projeção nacional por meio das multimarcas. “A ideia é que essas lojas sejam pontos de venda da marca e de contato com o consumidor, algo que o e-commerce não proporciona”, explica o estilista. A Cartel 011, em São Paulo, atualmente é o único ponto físico de venda da label. A intenção, segundo ele, é conquistar as araras de mais duas multimarcas em 2020. “Estamos em negociação”, revela.

Um dos locais com potencial para receber as peças da marca é o Espaço Pinga, localizado no bairro Jardins, em São Paulo. Muito mais que uma loja, Pinga é uma plataforma de aceleração, desenvolvimento e comércio de marcas autorais. No último dia 17, David foi convidado, junto com outros designers nacionais, a expôr alguns trabalhos na store.

O estilista pensa ainda em levar seu trabalho para as vitrines internacionais no próximo ano. “Comecei a pensar nisso após Londres, mas é algo que envolve muita organização e burocracia, e estamos nos planejando”, pondera. Antes disso, porém, ele planeja inaugurar um novo ateliê na capital cearense. “A ideia é fazer desse espaço um showroom com peças à venda e um local de encontro com compradores e potenciais parceiros”, detalha.

David Lee para elas

A moda de David Lee sempre foi essencialmente masculina. Em 2019, no entanto, ela ganhou novas perspectivas. David diz que, principalmente no segundo semestre, percebeu um aumento substancial de mulheres em busca de peças da marca. Paralelo a esse fenômeno, os últimos desfiles do estilista no Veste Rio, em outubro, e na Casa de Criadores, em novembro, apresentaram modelagens mais livres e artísticas. O crochê, embora presente, divide atenção com tecidos lisos cheios de fluidez e suavidade. 


“Não foi algo tão pensado. O meu processo de criação é muito natural. O que ocorreu nesse segundo semestre me fez questionar se não é o momento de fazer uma coleção feminina ou trabalhar em cima da nossa comunicação. Quando eu falo que meu foco é a moda masculina é porque preciso pensar medidas para trabalhar e eu utilizo o corpo masculino para isto. Meu posicionamento envolve também outras questões de masculinidade nas quais eu me baseio e que são primordiais para a criação da marca. Mas é muito interessante que ela tenha ganhado outros olhares”, comenta.

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Sem dar mais detalhes, ele compartilha o desejo de desenvolver algum projeto de moda híbrido para 2020. E, quem sabe, algo exclusivo para mulheres. “Quero levar meu trabalho para os dois públicos. Não quero delimitar a minha roupa como sendo somente masculina. No segundo semestre de 2020, penso em talvez criar algo apenas para o público feminino”, projeta.

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